NEC, SAP, Microsoft e Ericsson são algumas das empresas que anunciaram corte de pessoal nas suas operações ao redor do mundo. Demissões são utilizadas como arma para reduzir custos operacionais e gerar economias capazes de aliviar os volumosos prejuízos registrados pelas empresas desde o advento da crise financeira internacional.
A crise financeira que assola as instituições por todo o mundo chegou às empresas de tecnologia. Ao todo, as demissões anunciadas pelas gigantes do setor, contabilizadas nessa matéria, já afetam mais de 40 mil trabalhadores.
Até mesmo as companhias de TI, que contam com o estouro da bolha de internet estão sofrendo abalos na conjuntura de crise. A alemã SAP anunciou 3 mil demissões como reação às receitas estagnadas. A partir do segundo semestre de 2008, as empresas passaram a cortar gastos com tecnologia e as vendas de software da SAP caíram 7% no fim do ano.
Segundo Léo Apotheker, co-executivo chefe da empresa, é necessário desenvolver estratégias para o momento. “Obtivemos um aumento de 22% na receita operacional no quarto trimestre de 2008, chegando a 1,4 bilhão de Euros, devido aos cortes de custos iniciados em outubro”, conta ele.
A joint venture NEC Tokin pretende cortar 9 mil empregos no mundo e oferecer aposentadoria antecipada a cerca de 450 funcionários no Japão. A previsão é de uma perda de 26 bilhões de ienes com reestruturação, envolvendo fechamento de algumas unidades fabris.
Do mesmo grupo, a NEC Corporation também enfrenta dificuldades. Serão 9,5 mil cortes no Japão, 9 mil pelo resto do mundo e 450 aposentadorias antecipadas. A empresa também anunciou fechamento de fábricas e desistência de alguns negócios, além de uma expectativa de prejuízo de 290 bilhões de ienes para esse ano.
Já a holandesa Philips, registrou, pela primeira vez em cinco anos, uma queda trimestral, com uma perda de 1,47 bilhão de euros no final de 2008. Este quadro levou a companhia a confirmar os rumores de cortes de pessoal. Cerca de 6 mil postos de trabalho serão extintos neste ano.
Até mesmo empresas que nunca efetuaram cortes estão aderindo a estratégia. É o caso da Microsoft, que extinguirá 5 mil empregos, cerca de 5% de seu quadro de funcionários. Para Steve Ballmer, CEO da Microsoft, as ações são necessárias para minimizar o impacto da crise sobre os esforços estratégicos. A empresa espera gerar uma economia de 600 milhões de dólares com a redução de empregados.
Para a sueca Ericsson, esta também será a alternativa adotada. Serão eliminados 5 mil cargos com o objetivo de balancear a queda de 50% no lucro da fabricante e a expectativa é economizar cerca de 1,2 bilhão de dólares a partir de julho de 2010.

