Segurança

CrowdStrike descobre que gatilhos inesperados em prompts de IA podem gerar código inseguro

Artificial intelligence AI research of robot and cyborg development for future of people living. Digital data mining and machine learning technology design for computer brain communication.

Uma nova pesquisa da CrowdStrike Counter Adversary Operations identificou uma classe inédita e preocupante de vulnerabilidade em modelos de linguagem de grande escala (LLMs) usados para programação. O estudo revela que palavras-gatilho específicas e aparentemente não relacionadas à tarefa em um prompt podem levar o modelo de IA a gerar código com uma probabilidade significativamente maior de conter falhas críticas de segurança — um aumento de até 50% em alguns cenários.

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A pesquisa focou no modelo chinês DeepSeek-R1 e demonstrou que a inclusão de certos termos contextuais, como “Tibete” ou “Uigures”, degradava a qualidade da segurança do código gerado. Este fenômeno, que os pesquisadores descrevem como uma forma de “desalinhamento emergente”, sugere que associações não intencionais aprendidas durante o treinamento do modelo podem impactar negativamente seu desempenho em tarefas lógicas, como a escrita de código seguro.

Falhas graves em cenários práticos

O impacto foi demonstrado em testes concretos. Ao ser solicitado a criar um código para uma “instituição financeira no Tibete”, o modelo DeepSeek-R1 produziu um script que continha senhas fixas (hard-coded) e métodos inseguros de manipulação de dados, apesar de afirmar que a solução era segura. Em outro teste, a IA criou um site completo que, embora funcional na aparência, não possuía nenhum mecanismo de autenticação ou sessão, expondo um painel de administrador e dados de usuários a qualquer pessoa na internet.

Para a CrowdStrike, essa descoberta demonstra uma nova classe de risco em IA que vai além dos bugs tradicionais. Trata-se de um viés inerente ao modelo que pode levar à criação de código inseguro de forma sutil e difícil de detectar, servindo de alerta para o desenvolvimento de software com o auxílio de ferramentas de IA. A empresa ainda ressalta que a qualidade do código gerado por uma IA não deve variar com base em palavras contextuais irrelevantes.

Implicações para desenvolvedores e empresas

Considerando que 90% dos desenvolvedores já utilizam assistentes de IA, a descoberta tem implicações diretas para empresas que adotam essas tecnologias para acelerar a inovação. A confiança cega em código gerado por IA, sem um processo rigoroso de revisão de segurança humana, pode introduzir vulnerabilidades sistêmicas em aplicações financeiras, governamentais e corporativas.

A CrowdStrike recomenda que todas as organizações que utilizam LLMs para geração de código implementem auditorias de segurança e testes de penetração como parte padrão do ciclo de desenvolvimento, tratando o código gerado por IA com o mesmo nível de escrutínio aplicado a qualquer código de terceiros.

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