A CrowdStrike anunciou a expansão do Projeto QuiltWorks, iniciativa voltada à proteção de organizações diante do avanço dos riscos cibernéticos impulsionados pela inteligência artificial de ponta. A coalizão passa a contar agora com a participação de empresas como Cognizant, HCLTech, Infosys, KPMG, NTT DATA, Tata Consultancy Services (TCS) e Wipro Limited, ampliando o alcance global da iniciativa.
O objetivo do QuiltWorks é combinar modelos avançados de IA, inteligência sobre comportamento de adversários e automação de segurança para ajudar empresas a identificar, priorizar e corrigir vulnerabilidades em escala corporativa.
Segundo Daniel Bernard, chief business officer da CrowdStrike, a iniciativa já demonstrou que modelos de IA conseguem identificar falhas que ferramentas tradicionais não detectam. Para o executivo, a entrada de novos parceiros fortalece a capacidade da coalizão de acelerar descobertas, priorizar riscos críticos e ampliar a remediação em ambientes empresariais complexos.
O projeto utiliza modelos de IA da OpenAI e da Anthropic integrados à plataforma Falcon, da CrowdStrike. O ecossistema também reúne serviços especializados de empresas como Accenture, EY, IBM Cybersecurity Services e Kroll para apoiar processos de remediação e gestão contínua de riscos.
Entre os primeiros resultados apresentados pela companhia, um cliente Fortune 100 atendido pela EY identificou quase 45 milhões de vulnerabilidades em poucas horas de uso da plataforma, incluindo falhas que permaneciam sem detecção há anos.
A CrowdStrike também informou que a Accenture desenvolveu 27 agentes autônomos integrados à plataforma Falcon para automatizar tarefas como avaliação de vulnerabilidades, priorização de riscos, controles compensatórios e geração de relatórios, permitindo ampliar escala operacional no atendimento corporativo.
IA acelera desafios da segurança cibernética
De acordo com a companhia, o avanço dos modelos de IA generativa está reduzindo drasticamente o tempo necessário para descoberta e exploração de vulnerabilidades, aumentando o nível de sofisticação das ameaças cibernéticas.
Como parte da expansão do QuiltWorks, a CrowdStrike passará a integrar o modelo Opus 4.7, da Anthropic, à plataforma Falcon, ampliando capacidades de descoberta automatizada de vulnerabilidades e análise contínua de riscos.
Outro destaque do projeto é a integração da Armadin, empresa especializada em segurança ofensiva baseada em IA. A solução realiza simulações contínuas e automatizadas de ataques sobre infraestrutura, identidade digital e endpoints corporativos para identificar exposições críticas antes que sejam exploradas por criminosos.
Segundo a CrowdStrike, o QuiltWorks transforma a IA de ponta em um programa corporativo contínuo de avaliação, priorização, remediação e monitoramento de riscos, apoiado por um ecossistema global de parceiros e especialistas certificados.
Executivos das empresas participantes afirmaram que a segurança baseada em IA exigirá operações cada vez mais automatizadas, contínuas e orientadas por inteligência contextual para enfrentar o crescimento da superfície de ataque digital nas organizações.

