Pesquisa aponta mudança cultural como fator de maior adoção das práticas de Big Data.
A TCS (Tata Consultancy Services) divulgou o relatório The Emerging Big Returns from Big Data, sobre as tendências e desafios globais em TI.
Segundo o estudo, um dos maiores desafios na implementação de ações de Big Data é fazer com que diferentes unidades comerciais compartilhem informações entre os vários departamentos organizacionais. Outro é o desafio tecnológico para a empresa ser capaz de lidar com o alto volume, velocidade e variedade do Big Data.
“Big Data apresenta um enorme potencial e aqueles que o adotarem o quanto antes projetarão um alto ROI sobre seus investimentos.”, afirma Satya Ramaswamy, vice-presidente e diretor global de Mobilidade e de Soluções da Próxima Geração na TCS. “Porém, superar os desafios tecnológicos faz parte do processo. As empresas precisam considerar cuidadosamente a aplicação de iniciativas de Big Data na organização. As empresas precisam também levar em consideração as alterações culturais dentro da organização para acelerar a sua adoção”, completa.
“Os investimentos nesse setor devem ser prioridade para as empresas que estão preocupadas com seu crescimento e no diferencial que irão oferecer no mercado em que atuam”, afirma Ankur Prakash, Diretor de Operações da TCS América Latina.
Segundo a pesquisa, 44% dos investimentos em Big Data são aplicados em funções empresariais de acordo com sua receita: vendas, marketing e P&D/Desenvolvimento de novos produtos. Muito pouco (24%) é destinado a funções de back-office, o que engloba TI, finanças e RH.
Um detalhamento regional mostra que as empresas americanas são líderes na adoção de iniciativas de Big Data (68%), seguidas pelas latino-americanas (51%), europeias (45%) e asiáticas (39%).
Os varejistas apresentam o maior número de líderes em Big Data com 35% dos que responderam à pesquisa esperando ROIs superiores a 50% no ano passado.
Os líderes em Big Data se diferem dos não-líderes em três pontos: ao analisar e processar Big Data, na combinação de dados utilizada e nos gastos.
Entre os líderes, 79% utilizam a equipe de TI ou uma específica para análise de Big Data e 21% realizam análises nas unidades comerciais (BUs). Já os não-líderes realizam 68% de suas análises fora das BUs.
Os líderes utilizam mais dados não estruturados e semiestruturados (55%), e dados externos (37%) do que os não-líderes, que utilizam 46% de dados não estruturados e semiestruturados e 26% de dados externos.
O volume de gastos também é um diferencial: líderes gastaram US$ 24 milhões em 2012 e esperam gastar US$ 26 milhões até 2015. Os não-líderes gastaram US$ 7 milhões e projetam um gasto de US$ 13 milhões até 2015.
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