Casos de sucesso

CVC e Habib's registram melhor produtividade após investimento em rede IP

Com a migração para soluções sobre IP, as corporações afirmam que melhoraram a comunicação interna e externa, além de oferecer seus serviços com mais rapidez e qualidade no atendimento.

Os CIOs da CVC, do Habib’s e da Motorola expuseram no painel “como a tecnologia IP está mudando a forma de fazer negócios”, durante o Business over IP, suas experiências após a instalação de uma rede sobre IP em suas companhias. Representantes da agência de turismo e da cadeia de restaurantes árabes afirmam que com a migração, puderam focar somente na oferta de seus produtos e estratégias de mercado.
 
Como exemplo, a implantação do PABX IP na CVC propiciou maior agilidade na comunicação entre os 360 estabelecimentos, localizados em todo o Brasil, e que são representados por agências próprias; terceirizadas; hotéis e estabelecimentos especializados em turismo. “Essa interface permite um atendimento mais rápido nas lojas físicas, como também no comércio on-line, onde a demanda por escolha de destinos e fechamento de pacotes é crescente”, diz o CIO Marcos Faria.
 
Todas as lojas estão integradas à matriz, por meio da solução virtual private networks (VPNs), que possibilita a troca de dados e chamadas telefônicas. A plataforma também permite o acesso virtual aos sistemas dos bancos e das administradoras de cartão de crédito para a realização de pagamentos dos pacotes de viagens. “Desde a implantação do PABX IP, conseguimos uma economia de até 40% com o custo da telefonia”, diz o executivo.
 
No caso do Habib’s, a solução pela mobilidade e pelo funcionamento pleno dos ramais surgiu com a adoção da comunicação unificada (UC), que oferece serviços de telefonia, vídeo conferência e chat com os produtos. O executivo Geraldo do Espírito Santo aponta que a agilidade dos negócios teve um aumento considerável a partir da adoção da rede IP. “Também reduzimos significativamente o consumo de energia, uma forma de contribuir para o TI verde”, completa.
 
Outro investimento destacado por Espírito Santo e que deu bons resultados foi a otimização das vendas pela internet. De acordo com o executivo, a empresa adquiriu o protocolo de roteamento MPLS (Multi Protocol Label Switching), com o objetivo de fornecer o requerimento dos pratos – via web -, de forma mais rápida desde o momento da solicitação até a entrega para o consumidor. “A solicitação deve demorar no máximo três segundos até o pedido sair do computador do cliente e chegar até o terminal da nossa cozinha”, diz.
 
Poucas aplicações móveis corporativas
Uma dificuldade levantada tanto pelo Habib’s quanto pela CVC é encontrar dispositivos mobile focados para a área corporativa. Os executivos alegam que a área de entretenimento é a que mais tem aplicações, diferentemente para o setor corporativo. Um dos exemplos acontece com o departamento de vendas, cujos colaboradores poderiam ter maior controle remoto dos negócios, mas não conseguem devido à falta de ferramentas de gerenciamento móvel.
 
Porém, Antonio Freitas, CIO da Motorola, afirma que a fabricante está desenvolvendo aplicações corporativas para atender esse nicho. Segundo ele, os produtos irão se adequar ao tipo de negócio e custo que cada empresa necessita. “Com isso, o IP proporcionará a realização remota de todas as operações sem que a produção seja alterada”.
 
Planejamento de Redundância
Para a CVC, a implantação da tecnologia sobre IP tem alguns resquícios, como é o caso do acesso a determinadas regiões e os custos diversos, para cada localização do Brasil. A instabilidade dos serviços de banda larga também é outra preocupação para a empresa.
 
A solução encontrada foi a contratação de um link dedicado para a empresa. “Como uma rede DSL é muito instável, o melhor a se fazer é contratar um link IP de uma operadora local. O custo pode ser maior, porém a segurança também é”, afirma Faria. A agência de turismo também utiliza tecnologia 3G como solução de redundância.
 
Caso a conexão do Habib’s caia, é utilizado como plataforma de segurança o 3G e ADLS. “Caso a conectividade do sistema sofra uma queda, utilizamos as duas redes para manter o atendimento aos nossos clientes com a mesma performance”, conclui Geraldo Espírito Santo.
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