Cloud Computing

D-Link muda e entra na briga com os gigantes

Empresa muda sua área de atendimento corporativo e cria uma unidade específica para oferecer Metro Ethernet, com a qual pretende entrar na briga – definitivamente – com Cisco e 3Com, inclusive nos projetos de cidades digitais.

Há duas semanas a D-Link anunciou a criação de novos pilares de negócios na sua divisão de Business Solutions, que nasceu há cerca de 5 anos com atuação um pouco tímida no mercado nacional. Esse anúncio, todavia, era o primeiro passo para mostrar que agora a empresa veio para brigar de verdade com os tradicionais fabricantes de ativos de redes de Telecom (Cisco e 3Com) no País, usando como a principal arma as soluções Metro Ethernet.

“Esperamos começar a participar de novas oportunidades no âmbito das operadoras e entregar redes de maior disponibilidade e segurança para os clientes corporativos”, diz Antenor Nogara, diretor comercial da divisão de business solutions da D-Link. Ele cita como referencial os resultados da empresa na Rússia, país no qual as operadoras e utilities vêm adotando a solução da companhia em massa. “Por estar no Bric, o Brasil demonstra um mercado muito semelhante ao de lá no que se diz respeito à adoção de Metro Ethernet”.

Projeções e “impotação” de mercados e resultados à parte, a D-Link já usa um business case como estampa para concorrer aos projetos de cidades digitais. A Prefeitura da cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, adotou solução baseada em Metro Ethernet e rede WiMesh, ambas fornecidas pela companhia. “Esse compreende um dos grandes mercados para atuação das soluções Metro Ethernet, pois as cidades digitais têm propensão a adotar soluções que mesclam rede fixa com móvel, algo totalmente factível com o uso desta tecnologia”, diz Nogara, complementando que as utilities compõem outra ponta de atuação para esta unidade de negócios da empresa.

Estrutura
Para ganhar novos clientes nesse e em outros nichos, a empresa refez uma avaliação das alianças e programas com canais e requalificou um grupo de 30 grandes integradores para atuarem no Brasil, tanto com usuários do setor público como do privado. “Outra qualificação ficou somente para revendas que atuam com empresas de portes menores (SMB), segmento no qual queremos ter 200 novos clientes somente neste ano”, diz.

A remodelação da área de negócios corporativos da D-Link também englobou a criação de uma área de segurança, para oferecer soluções que a empresa considera de fim-a-fim “com um grande número de dispositivos, como firewall, IDS/IPS (Intrusion Prevention System/Intrusion Detection System) e Anti-Virus”, como informou a companhia. “E ainda criamos uma unidade de suporte à virtualização”, diz Nogara. Com as três novas divisões, esta unidade da empresa pretende apresentar resultados 50% superior em 2009.

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