Internet

Dante Pazzanese usa a internet para acelerar exames do coração

Com uso de rede móvel, instituição dobrou exames  de tele-eletrocardiografias no ano passado.

A área de bioengenharia do Dante Pazzanese atingiu um marco: dos 52 mil exames de tele-eletrocardiografias passaram para 103 mil exames no ano passado, diminuindo de semanas para segundos o envio, análise e encaminhamento do laudo. A tecnologia integra 75 hospitais, unidades de saúde, Ambulatórios Médicos Especializados (AME) e ambulatórios,

De 2005 a 2006 o projeto estava na fase embrionária. Já em 2007 um piloto fez 1600 tele-eletrocardiografia. Em 2008 foram 13.600. O diferencial é que enviam os resultados sem precisar do provedor de Internet, apenas com o apoio das operadoras de celular.

De acordo com Cantídio Moura Campos Neto, engenheiro biomédico do Instituto, o próprio hospital desenvolveu esta tecnologia, que envolve um teclado específico, no qual “embarcaram” tecnologia celular e o transformaram num transmissor de sinais biológicos.

“Trabalhamos com dois chips: no caso de uma operadora dar problema, o aparelho realiza o chaveamento para o outro conectar à Internet. É um modo de transmitir sinais biológicos. Nossa ligação com a central é feita pela operadora de celular”.

Moura acrescenta que esta conexão é um canal de dados GTRS (sigla para Servidor de Relatórios Ténicos Goddard, em inglês), que leva as informações para o datacenter, onde há um servidor dedicado. A comunicação usa um protocolo privado via operadora celular e quando chega ao servidor de dados, que tem um aplicativo, o outro teclado reconhece, informa o tamanho do arquivo e faz o download.

No Dante, de 12 a 15 médicos se revezam em plantões, quando estes exames chegam à central de dados, eles são avisados, checam as informações, enviam laudos “para a outra ponta”, que podem imprimir e atender o paciente, em regiões em que este exame não era possível, além de beneficiar aqueles sem recursos para virem se tratar em São Paulo. “A transmissão destes dados acontece em segundos. Em locais mais remotos pode levar dias para que um médico dê continuidade ao tratamento, em determinadas regiões mais distantes”.

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