Casos de sucesso

Darwinismo: obra influenciadora em TI

Segundo o cientista-chefe do C.E.S.A.R, professor Silvio Meira, a obra clássica de Darwin é uma grande análise de mercado e referência para que as empresas se adaptem à nova ordem da evolução mercadológica e, principalmente, tendências tecnológicas.

O conceito da obra “A origem das espécies”, de Charles Darwin, influencia e está presente no processo econômico-tecnológico das empresas, pelo simples fato de estas se adaptarem às novas tendências e exigências do mercado. Mas como o darwinismo está inserido ao sistema de redes IP? Assim como defende o economista norte-americano Robert H. Frank, o professor Silvio Meira, principal palestrante do Business Over IP, enxerga que a obra clássica de Darwin é uma grande análise de mercado e referência para que as empresas se adaptem à nova ordem da evolução mercadológica e, principalmente, tendências tecnológicas.

Para o professor titular de engenharia de softwares do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e um dos coordenadores do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), diante da economia mundial, as regras do darwinismo são cada vez mais importantes, porque o IP cria um ecossistema global de negócios, indiferente da limitação espacial existente.

Quebrando a regra do passado recente, a leitura do cientista-chefe do C.E.S.A.R é que o problema com as empresas não está relacionado à atual crise financeira internacional. Segundo ele, o problema está na origem econômica e em como as empresas lidam com lucros e prejuízos, pois é fato que 25% dos produtos das mil maiores empresas geram receita zero, e 75% dão prejuízos. “Isso significa que 75% dos produtos são um fracasso. Um cenário no qual a gente não precisa de crise, porque já vivemos permanentemente com ela. A solução é inovar e transformar nossos produtos e serviços em algo melhor”.

Meira aponta que para sair de invocação e teoria negativa, existe um processo amplo denominado “design”. Essa palavra não se refere ao conceito de desenhar, é uma mudança de um ou mais termos tendo como meta transformar uma situação atual em uma desejada. “A história da transformação está relacionada com a ação de sair de onde está e chegar a um lugar mais rápido, antes dos concorrentes”.

O professor avalia que, atualmente, toda empresa está dentro de um mercado de software em rede e que todo negócio é de software. No entanto, para ele, ainda existem inúmeras incógnitas a respeito desse conceito, como a dúvida sobre como os empresários consideram uma inovação sobre IP.

“Inovação é atitude. Você tem que olhar para o mundo de forma questionadora: por que as coisas são como elas são? Será que não posso fazer algum ‘design’ para mudar o mundo ao nosso redor? Ou seja, a inovação tem que estar no DNA da empresa e das pessoas”, avalia. “Significa que vale o que você sabe e não o que pode mudar.”

Valor zero
Hoje, computadores desconectados têm valor zero. Meira acredita que a tecnologia existe não como fim, mas como plataforma para competir, dentro daquela ecologia “darwinana” exemplificada, onde quem aprender mais rápido, junto com a sua comunidade, terá maior chance de sobreviver diante dessa competição exponencial.

“No futuro, as empresas vão ser software. Se o empresário não achatar com o departamento de TI os custos da cadeia de valores, das atividades primárias e de suporte, terá margens baixas ou negativas, entrando para o grupo dos 90% de empresas consideradas ruins pelos acionistas e que ainda não aprenderam a fazer negócios. Inovação sobre IP é um insumo para melhorar os negócios. Em certas horas, inovar é também quebrar uma lâmpada”, conclui Meira.

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