2025 – Futurecom

De gêmeos digitais a Blockchain, cientistas do IEEE apresentam inovações tecnológicas para a Amazônia

Seis cientistas brasileiros do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) apresentaram na 30ª edição da Futurecom, encerrada em 2 de outubro em São Paulo, pesquisas e tecnologias voltadas para a sustentabilidade ambiental. As apresentações abordaram Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), gêmeos digitais e Blockchain, com foco na preservação da Amazônia, no planejamento urbano sustentável e na eficiência energética.

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O evento ocorre em momento estratégico, com a COP 30 acontecendo no Pará, reforçando a necessidade de soluções tecnológicas que atuem diretamente na proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável.

Monitoramento e rastreamento ambiental

Tereza Carvalho, engenheira e professora da Poli-USP, apresentou exemplos de IoT e IA aplicados à cadeia do cacau-cupuaçu na Amazônia, desde o rastreamento da colheita até a produção de chocolate. Segundo ela, essas tecnologias permitem analisar impactos econômicos, ambientais e sociais, embora também demandem atenção aos riscos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Vanessa Schramm, professora da UFCG, destacou a relação entre transformação digital e sustentabilidade, mostrando casos concretos em que essas tecnologias ajudam a enfrentar desafios globais sem comprometer o desenvolvimento sustentável.

Gêmeos digitais e prevenção de catástrofes

Cristiane Pimentel, da UFRB, abordou o uso de gêmeos digitais do planeta Terra, desenvolvidos com apoio da NASA, para simular cenários climáticos e energéticos, orientar políticas públicas e prever desmatamentos e queimadas na Amazônia.

Renato Borges, da UnB, detalhou como dados de estações meteorológicas, satélites e supercomputadores são utilizados para construir gêmeos digitais de biomas brasileiros, avaliando o equilíbrio natural da Amazônia e do Cerrado e o impacto das ações humanas.

Cidades inteligentes e eficiência urbana

Gabriel Gomes de Oliveira, da Unicamp, apresentou ferramentas digitais aplicáveis às smart cities, com foco em mobilidade urbana e planejamento de grandes centros, utilizando IA e análise preditiva para promover formas de vida mais sustentáveis.

Energia e impacto da IA

Otávio Chase, da UFRA, discutiu o consumo energético de tecnologias de IA e a necessidade de sistemas de energia renovável. Ele destacou que comandos de IA generativa podem exigir até dez vezes mais energia que buscas convencionais na internet, reforçando a importância de investimentos em infraestrutura limpa, incluindo energia solar, especialmente na Amazônia.

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