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Debate sobre o ordenamento de postes mostra falta de consenso entre setores

O painel Avanços e Oportunidades no Compartilhamento de Postes, que ocorreu na última semana durante a NETCOM 2024 em São Paulo, discutiu a infraestrutura de postes com representantes dos dois lados da disputa, que remonta a 2015. Representantes do setor de telecom concordam que é necessário um consenso definitivo entre os setores elétrico e de telecomunicações.

A base desse conselho pode ser o modelo já aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Esse jogo de empurra-empurra tem que mudar e o que foi decidido tem que avançar. A responsabilidade é de todos”, argumentou Luiz Henrique Barbosa, presidente da Telcomp.

Já Ana Carolina Silva, consultora de regulação da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), afirmou que soluções precisam ser mais discutidas. “Precisamos debater mais firmemente novas tecnologias para aumentar a infraestrutura de acessos. Além disso, é necessário atribuir responsabilidades, custos e punição. O preço regulado é visto como algo positivo e que pode reduzir conflitos”, disse.

“Hoje temos melhor segurança jurídica e um decreto. Entendo que o explorador é a possibilidade que temos de avançar”, falou Kátia Pedroso, sócia e diretora da TELCONSULTORIA. Sidney Simonaggio, sócio-proprietário da Simonaggio Soluções Empresariais, acredita que a única solução possível seja um operador neutro. “Esse é o único modelo que vai trazer uma solução. Posteiro para fiscalizar é impossível”, argumentou.

“As duas agências têm que conversar a esse respeito. Talvez a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) tenha oportunidade de rever e dar sequência porque a sociedade clama por uma solução”, completou Barbosa.

Segurança do trabalho

No painel “Explorando as novas normas de segurança do trabalho”, foram apresentados números de acidentes de trabalho no setor e discutidas propostas para reduzir essas estatísticas. De acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2023/2022 (ABRACOPEL) trazidos por Rogério Moreira Lima, entre 2017 e 2022, houve um aumento de 440% de vítimas fatais por choque elétrico na rede aérea de distribuição.

Um dos pontos levantados foi a questão dos custos envolvidos nesses incidentes. “Segurança do trabalho é uma necessidade, pois estamos cuidando da saúde financeira da empresa também. É melhor investir em preparo do que reparo”, afirmou Gianfranco Pampalon, ex-auditor fiscal do trabalho e membro do CNTT da NR 35.

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