Economia Digital

Dia dos Pais: 3 dicas para o consumidor se proteger na hora de comprar

Data em que é esperado um bom movimento no comércio online pode oferecer alguns riscos, como o já conhecido ataque de phishing.

 

Com a proximidade do Dia dos Pais, celebrado em 13 de agosto, muitas pessoas já estão se planejando para a compra de presentes, e as expectativas do comércio para este ano estão altas. O cenário positivo entre os comerciantes se dá porque, em 2022, com o reaquecimento do setor, na data, houve um aumento de 11,7% nas vendas em relação ao ano anterior. O dado é do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

 

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Diante desse cenário que possibilita o aumento das vendas e, como consequência, o aquecimento do comércio online (que, até o fim de 2023, deve movimentar cerca de R$ 186 bilhões – segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, ABComm), o consultor e especialista em segurança digital da CertiSign, Márcio D’Avila, alerta que o período pode também incentivar ciberataques. Para ajudar o consumidor a não cair em golpes, o especialista separou três dicas. São elas:

 

Cuidado para não ser fisgado!

 

Próximo de datas comemorativas, incluindo o Dia dos Pais, é comum o aumento no recebimento de e-mails, mensagens de WhatsApp e, até mesmo, SMS sobre promoções e novas opções nos portfólios das marcas, mas é preciso ter atenção, porque muitas dessas comunicações podem ser phishing.

Trata-se de um golpe no qual os criminosos se passam por empresas reconhecidas para conseguirem informações pessoais, como senhas, dados financeiros e de identidade. De acordo com a pesquisa “Spam e phishing em 2022”, da Kaspersky, considerando o WhatsApp, o Brasil é o país que mais recebe ataques desse tipo no mundo (foram mais de 76 mil tentativas de fraudes registradas no período). Já em 2023, considerando o primeiro trimestre, o País teve um aumento de 1% nos ataques cibernéticos – incluindo phishing, segundo uma pesquisa da Check Point Research (CPR).

Para evitar cair em golpes, o especialista da Certisign orienta que as pessoas estejam alertas aos conteúdos que recebem. “O ataque de phishing usa como isca mensagens com senso de urgência e de aparência semelhante a dos grandes lojistas, fazendo com o que a vítima, na ansiedade de aproveitar a promoção, clique em links ou preencha formulários. Por isso, é importante sempre conferir o remetente e checar possíveis erros no domínio do e-mail. Por exemplo, a loja é João Bolsas, mas o e-mail é promocao@lojaabc, há uma grande chance de ser phishing. Outro ponto superimportante: recebeu uma ótima oferta? Em vez de clicar no link do e-mail ou mensagem, vá até o site da respectiva loja confirmar se a oferta e o site, de fato, existem e que são seguros”.

E por falar em site seguro, o especialista alerta que até mesmo os sites falsos usam protocolos de segurança para confundir a possível vítima. “É fundamental observar se o endereço tem um S, ficando HTTPS e cadeado no navegador, que são os sinais de que o ambiente tem certificado TLS/SSL, que protege as informações contra a interceptação de dados. Feito isso, é hora de clicar no cadeado e conferir se certificado TLS/SSL em questão foi de fato emitido para a respectiva loja”.

 

Vai de Pix?

Nesta modalidade, o golpe se dá no momento de efetivar a compra, por meio de um QR Code de forma instantânea. “É importante ter um antivírus no celular e, ao escanear o código, verificar atentamente todos os dados, como o nome da pessoa/empresa e valor, antes de efetivar a operação. Também é imprescindível observar se, o site para qual você foi direcionado, está protegido pela criptografia de dados de um certificado SSL emitido, de fato, para a empresa em questão”, afirma D’Avila.

 

A mão fantasma

Neste golpe, a vítima recebe uma mensagem solicitando o clique em um link para uma atualização ou para fazer parte de uma promoção. Com o clique, o fraudador consegue instalar no celular um aplicativo que permite o acesso de dados remotamente. “É possível perceber a movimentação sendo realizada na tela, como se fosse um “fantasma””.

Esses links são enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail. O golpe está sempre atrelado, também, a um trabalho de engenharia social, em que o remetente se passa por alguém conhecido ou funcionário de empresas e instituições confiáveis.

“Para não cair nessa, é importante não clicar em links suspeitos, evitar anotar senhas no próprio celular e manter os aplicativos atualizados em fontes oficiais para que estejam protegidos contra gaps de segurança”, enfatiza.

 

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