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Digital Work vê “portal de oportunidades” na combinação de HPE Networking e Juniper

A consolidação da parceria entre HPE e Juniper está abrindo um novo ciclo de oportunidades para o ecossistema de integradores, e a Digital Work, com 25 anos de atuação conjunta com a HPE, já se prepara para um salto em portfólio, serviços e capacidade técnica. A avaliação é de Emerson Souza, Diretor de Portfólio & Alianças da companhia, em entrevista ao IPNews durante o evento da HPE Networking.

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Segundo o executivo, o avanço da inteligência artificial – hoje presente “em nove de cada dez conversas de tecnologia” – vem pressionando empresas a revisar prioridades, entender seus reais desafios e, principalmente, preparar a infraestrutura para suportar novas cargas. Para a Digital Work, essa maturidade ainda está em formação, e parte relevante da demanda chega aos integradores de forma difusa. “Muitas empresas pedem IA, mas não sabem se é IA, BI ou automação. Nosso papel é diagnosticar e orientar para que a tecnologia realmente gere valor competitivo”, afirmou.

Rede: o primeiro degrau da IA

Para Souza, o impacto da inteligência artificial é direto sobre a infraestrutura, a começar pela rede. “Sem throughput, sem baixa latência e sem uma rede eficiente, o grande diferencial da IA, que é a velocidade, simplesmente não acontece”, explica. Com dados trafegando entre aplicações, storage, servidores e NPUs, a rede se torna a peça central da estratégia de modernização.

Nesse processo, a Digital Work tem percebido que grande parte das organizações ainda busca entender como transformar experimentação em resultados práticos. “Poucas empresas hoje ganham dinheiro com IA. O mercado está efervescente, mas ainda aprendendo a transformar potencial em vantagem real”, afirma.

A Digital Work vem ampliando sua estrutura técnica para acompanhar o avanço das demandas. O time de engenharia, que há dez anos operava com cerca de dez profissionais, hoje ultrapassa 30 especialistas – além de uma equipe robusta de produto e mais de 50 vendedores no front comercial. “Se o cliente chega com um problema, precisamos estar prontos para apresentar a solução – seja em IA, data services, redes ou computação. É multidisciplinaridade o tempo todo”, diz.

Essa preparação faz parte de um movimento contínuo: “Nosso papel é voltar para o laboratório, capacitar, testar, se atualizar e levar isso aos clientes com profundidade.”

A aquisição da Juniper pela HPE é vista internamente como um divisor de águas para o mercado e para o negócio da Digital Work. A companhia já atendia clientes globais com soluções Juniper, mas de forma reativa. Agora, com os portfólios integrados, o potencial se amplia.

“Para nós, não é uma janela de oportunidades – é um portal”, resume Souza. “A Juniper traz força de marca, inteligência artificial embarcada e agilidade. A HPE traz escala e uma parceria de décadas. Juntas, abrem um universo de projetos, serviços e evoluções para os clientes.”

Além das novas vendas, o integrador prevê forte crescimento em serviços, sustentação e projetos avançados de rede, IA e cibersegurança.

Emerson avalia que o Brasil vive um momento de transição, mas ainda com desafios estruturais típicos — como latência, redes frágeis e cabos aéreos suscetíveis a interrupções. Em comparação com mercados mais maduros, o país está “alguns passos atrás”, mas com forte potencial de aceleração.

“O brasileiro se reinventa. Temos uma janela enorme na era da IA, e o Brasil pode sim capturar esse valor — desde que a infraestrutura acompanhe”, afirma.

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