Wireless

Diretor da 3G Americas diz que compartilhamento de rede é bom, mas de forma lógica

A proposta da Anatel de compartilhar a utilização das torres 3G entre as operadoras é uma saída para acelerar a inclusão digital no Brasil. Porém, “os técnicos deverão ter muito cuidado para não haver problemas com o tráfego de dados na rede”, diz Erasmo Rojas.

“O compartilhamento da rede 3G. Mas é preciso ter cuidado com o uso da freqüência”. Essa avaliação do diretor da América Latina e Caribe da 3G Americas, Erasmo Rojas, tem relação com a proposta da Anatel, realizada na quinta-feira (03/12), da possibilidade de compartilhar a rede física com separação do tráfego de cada uma das operadoras, ou seja, cada antena abrigaria duas operadoras moveis.
 
Segundo Rojas, fisicamente é fácil compartilhar os serviços de duas companhias em uma mesma torre. O grande problema é com a relação técnica, porque os profissionais tem o desafio de não haver ruído entre as freqüências. “É necessário usar o compartilhamento de forma lógica, onde as operadoras tenham independência para cada operação, senão poderá acontecer um caos no sistema 3G”, avalia.
 
De acordo com as exigências da Agência reguladora, até 2012 todas as operadoras móveis deverão instalado 12 mil torres 3G no Brasil. Com a proposta de compartilhamento, cada empresa diminuirá pela metade essa quantia. “Acho válido a ideia da Anatel, porque vai ajudar a acelerar o projeto de universalização digital no País”, afirma Rojas.
 
O representante da 3G Americas acredita que com essa medida, o custo de instalação poderá ser utilizado para o desenvolvimento de outros serviços. Além disso, para ele, os preços da banda larga móvel poderão até ser oferecidos a preços m ais baixos, como forma de aumentar a competitividade no Brasil.
 
Nesta quinta-feira (10), durante o evento Telequest, realizado em São Paulo, o presidente da Anatel, o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg, disse que ainda não tem nada definido sobre o modelo de compartilhamento a ser proposto. Ele também afirmou que os técnicos da Agência estão avaliando os conceitos técnicos e que “imagino que as operadoras poderão definir entre si com quem irão compartilhar as torres”, disse. A Agência pretende realizar testes, para avaliar a segurança da informação.
 

“Acredito que para intensificar o tráfego de rede móvel no Brasil com rapidez. Mas os serviços devem ser independentes para cada operadora, caso contrário o plano de universalização poderá retroceder”, enfatiza Rojas.

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