De acordo com a Trend Micro, este ano traz uma expansão das explorações dos sistemas operacionais combinados com o crescimento do uso de aplicações vulneráveis.
Com a diversificação dos sistemas operacionais nas empresas, além do aumento do uso dos dispositivos móveis, os criminosos digitais terão um 2011 bastante lucrativo. Para Trend Micro, a tática básica consistirá em se aproveitar ainda mais da engenharia social com as "campanhas de malware", bombardeando as caixas de e-mail dos destinatários com programas de download. Grande parte disso só é possível graças à Internet. Pesquisadores da empresa já estimam que mais de 80% dos principais malwares usem a web para entrar nos sistemas dos usuários.
O ano de 2011 traz uma expansão das explorações dos sistemas operacionais, programas e navegadores alternativos, combinados com o imenso crescimento do uso de aplicações vulneráveis.
A computação em nuvem e a virtualização – embora ofereçam benefícios e economias importantes – movem servidores para fora dos perímetros tradicionais de segurança, o que expande a área de atuação dos criminosos digitais e aumenta as demandas por segurança dos provedores de serviços em nuvem.
A Trend Micro espera que em 2001 surjam mais ataques do tipo "prova de conceito" às infraestruturas e aos sistemas virtualizados. Dado que a monocultura do desktop desaparecerá, os criminosos testarão como se infiltrar e explorar com êxito uma monocultura em nuvem.
Os ataques dirigidos a sistemas antigos "incorrigíveis" (mas muito usados) – como o Windows 2000 e Windows XP SP2 – continuarão a ocorrer.
Engenharia social
De acordo com a empresa, a engenharia social continuará a desempenhar um importantíssimo papel na propagação das ameaças. A Trend Micro acredita que em 2011 haverá menos sites infiltrados. Em vez disso, os criminosos se concentrarão nas campanhas de malware, ou seja, na promoção do malware por meio de e-mails planejados inteligentemente de modo a convencer os usuários a clicarem em um link que, ao fim, leva a um download malicioso. O programa que executa o download gera arquivos executáveis aleatórios para evitar a detecção, como o Conficker e o ZeuS-LICAT fizeram no passado.
Graças à simplificação das ferramentas criminosas, empresas de tamanho médio estarão sujeitas a espionagem digital. Em 2010, o uso de ferramentas criminosas explodiu, facilitando o direcionamento a tipos específicos de organizações. Em 2010, o ZeuS se concentrava essencialmente nas pequenas empresas. Com o desenvolvimento, ataques localizados e dirigidos devem continuar a crescer tanto em número quanto em sofisticação, seja contra grandes marcas e/ou infraestruturas críticas.
Em 2011, é muito provável que os criminosos digitais continuem a visar as marcas de fornecedores de segurança de modo a gerar confusão e insegurança entre os usuários.
A lista dos maiores perigos do ano
Software de website: O software mais perigoso usado por websites em 2010 foi a popular plataforma de blogs chamada WordPress. Dezenas de milhares de blogs do WordPress foram usados por criminosos virtuais para vários golpes, principalmente como parte de cadeias de redirecionamento que levavam a vários tipos de malware ou outras fraudes de otimização de mecanismos de busca (SEO).
IP: O IP mais perigoso usado em 2010 foi o Internet Relay Chat (IRC), 30% de todos os botnets usaram o IRC para se comunicarem com máquinas infectadas e seus servidores command-and-control (C&C).
SO: O sistema operacional com mais riscos foi o Mac OS X, da Apple. Em novembro, a Apple enviou aos usuários um massivo pacote de manutenção cujo tamanho era de pelo menos 644.48MB. Esta pesada atualização tinha correções para várias vulnerabilidades de segurança descobertas desde a atualização anterior, em junho.
Website: O website mais perigoso do mundo foi o Google. Sua enorme popularidade o transformou em alvo dos criminosos virtuais especificamente para golpes de blackhat SEO. Como consequência, os usuários eram direcionados para ameaças significativas de malware, em particular o FAKEAV. Além disso, a rede de anúncios do Google foi atacada frequentemente por malvertisements.
Rede Social: Em outro caso em que a popularidade levou ao perigo, o Facebook pode ser considerado o site mais perigoso. Os riscos incluíram desde golpes sob a forma de pesquisas até a proliferação do malware KOOBFACE, pois os criminosos virtuais vão até onde as pessoas estão, isto é, o Facebook.
Domínio de Topo: O domínio de topo mais perigoso do mundo foi o CO.CC, que permitia que os criminosos virtuais registrassem milhares de domínios rapidamente, com pouquíssima verificação. Ao lado dos provedores russos, que rotineiramente se recusavam a tirar sites maliciosos do ar, isso criava uma combinação bastante perigosa.
Formato de arquivo: O PDF foi o formato de arquivo mais perigoso de 2010, pois as vulnerabilidades do Adobe Acrobat e do Reader foram bastante exploradas pelos criminosos.
Ambiente de tempo de execução: O ambiente de tempo de execução mais perigoso para os usuários em 2010 foi o Internet Explorer (IE) com scripts ativados. Até hoje, a maioria das explorações de navegadores visa especificamente o IE. Porém, o Java está se transformando em um alvo cada vez mais comum e pode se transformar no maior perigo de 2011.
Canal de Infecção: O canal de infecção mais comum continuou sendo o navegador de Internet, já que este foi o vetor de mais de dois terços de todas as infecções. Métodos anteriores de infecção, como os flashes disks e as mensagens de spam, não desapareceram, mas foram menos significativos do que antes.

