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Do metaverso à IA: como as redes vão se adaptar às tendências

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, divulgou haver planos para a construção de ferramentas com inteligência artificial em suas redes.

Desde o lançamento do ChatGPT, da empresa OpenAI, a inteligência artificial é um assunto que não sai dos tabloides. Depois de ter ganhado espaço na mídia e também no mercado, a inteligência artificial (IA) tem chamado a atenção de outras verticais e vem sendo buscada, inclusive, por outras gigantes da tecnologia.

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As big techs Microsoft e Google já anunciaram que vão explorar a IA em seus produtos. O Bing, motor de busca da Microsoft, já vinha trabalhando a IA para melhorar seus processos há algum tempo, e, depois da OpenAI estourar com o ChatGPT, a empresa acelerou seus trabalhos.

Em fevereiro deste ano, o “novo Bing” foi lançado. Agora, quando o usuário faz uma pesquisa no buscador, a ferramenta retorna com a tradicional lista de links como resultado e, ao lado, uma resposta da IA.

Paralelamente à Microsoft, o Google também está buscando implementar a IA em seu buscador. Ele já lançou o Bard, ferramenta de IA generativa, que apresentou alguns problemas e contradições. No início de abril deste ano, o CEO do Google, Sundar Pichai, disse que a empresa estava fazendo uma revisão da ferramenta e que trabalharia com responsabilidade.

Tendências da tecnologia presentes em diferentes setores

A Meta, conglomerado de tecnologia e mídia, dona de Facebook e WhatsApp, por exemplo, há tempos vinha investindo pesado no metaverso. Chegou inclusive a mudar o nome, que anteriormente era Facebook.

Mas agora ela se diz focada na inteligência artificial avançada. Contudo, apesar de os holofotes estarem todos sobre a IA, o conceito do metaverso segue agitando diferentes setores da tecnologia.

O metaverso é como um ambiente virtual onde as pessoas, em forma de avatares (personagens virtuais que as representam), podem comprar, se relacionar e exercer outras atividades.

Com isso, as blockchains, por exemplo, podem crescer nessa seara, por serem uma solução de certificados digitais de autenticação de propriedades, trocas de moedas digitais e mais.

Além delas, e-commerces se beneficiam da realidade aumentada do metaverso, para apresentar seus produtos, e aplicativos de relacionamento também podem utilizar o ambiente virtual para potencializar a experiência de conexão com pessoas.

IA nas redes

Voltando à Meta, o CEO, Mark Zuckerberg, anunciou no fim de fevereiro que a empresa vai trabalhar a IA em suas redes sociais. Segundo ele, a empresa vai criar uma equipe exclusiva para criar novos produtos e features focados em IA.

Isso porque a empresa não quer ficar para trás e vai criar “experiências agradáveis” com IA.

Ainda sem data de lançamento, essas experiências poderiam envolver formatos de texto e de imagem, como, por exemplo, bate-papos do WhatsApp e do Messenger com a implementação da IA, ou mesmo novos filtros no Instagram.

Experiências multimodais, isto é, que envolvem diferentes formatos de conteúdo ou mesmo diferentes redes, também podem ser criadas por essa nova equipe da Meta.

Isso poderia impactar, além dos próprios usuários finais, que estariam munidos de ferramentas robustas de criação e experiência, os criadores de conteúdos e as empresas como um todo.

Por exemplo, profissionais de mídias sociais, nesse contexto, devem se preparar para lidar com novas ferramentas e tratar a IA como uma aliada de seu trabalho. Além de estarem munidos dos equipamentos tradicionais de trabalho, como comprar um notebook em promoção e fazer um benchmarking do mercado, agora também devem saber manipular muito bem IAs generativas.

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