Análise Setorial

Dois dormitórios lideram as vendas de imóveis novos

Pesquisa do Secovi-SP aponta que segmento respondeu por 72,7% do total comercializado na Região Metropolitana de São Paulo em julho.

De acordo com pesquisa realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, em julho, as vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista atingiram 1.689 unidades, registrando queda de 8,5% em comparação a junho (1.846 unidades). Juntas, as outras 38 cidades da Região Metropolitana de São Paulo tiveram 4.042 unidades vendidas em julho, contra 1.622 do mês anterior (variação de 149,2%). No total foram comercializados 5.731 imóveis, um aumento de 65,3% em relação às vendas de junho (3.468 unidades).

Esse comportamento está relacionado à migração de lançamentos observada pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudo de Patrimônio). O total lançado na Região Metropolitana de São Paulo foi de 4.383 imóveis, sendo 1.737 unidades na cidade de São Paulo (39,6%). Os demais municípios – principalmente Barueri (Alphaville), Santo André e Diadema – responderam por mais de 60% dos lançamentos ou 2.646 imóveis.

Os imóveis de dois dormitórios representaram 72,7% do volume vendido na RMSP, com 4.164 das 5.731 unidades escoadas no mês. Na Capital, o nicho correspondeu a 45,4% das vendas, com 766 das 1.689 unidades negociadas. Ou seja, 84% do total comercializado nas cidades vizinhas ao município de São Paulo foram de dois quartos, com 3.398 unidades.

Por conta da crise econômica europeia, o mercado na cidade de São Paulo também refletiu o desaquecimento nas vendas com redução de 5,1%, em relação ao mesmo período de 2011. Os lançamentos sofreram queda de 37,1% na comparação com os intervalos de janeiro a julho de 2011 e de 2012. Nos sete meses deste ano, as vendas totalizaram 13.670 unidades, superando os lançamentos, que atingiram 10.599 unidades. Este resultado mostra que a demanda está escoando a oferta desde o final do ano.

“Mesmo com a queda nos lançamentos da ordem de 37% neste ano, o desaquecimento das vendas é quase imperceptível, o que demonstra que o mercado ainda está aderente aos produtos lançados, tanto nos preços como na tipologia”, afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

De janeiro a julho, as vendas expressas em valor totalizaram R$ 6,9 bilhões, abaixo dos R$ 7,6 bilhões (variação negativa de 8,5%) do mesmo período de 2011, atualizados pela variação do Índice Nacional da Construção Civil (INCC/FGV).

O mercado também atravessa dificuldades para viabilizar novos empreendimentos, em parte, devido à redução dos estoques de outorga onerosa. Muitos distritos já esgotaram os estoques e outros estão no limite, o que eleva o custo para aquisição de terrenos e pode motivar o empreendedor imobiliário a migrar para outras cidades.

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