Pesquisas

Dólar elevou preço dos PCs em 12% e vendas caíram 10%

Receita, no entanto, foi 1,2% maior e chegou a R$ 5,7 bilhões.

O mercado de PCs no Brasil manteve no segundo trimestre de 2013 a tendência de queda dos primeiros três meses do ano. Com 3,6 milhões de unidades vendidas, a queda foi superior a 10% em relação ao mesmo período no ano passado. Entretanto, impulsionada pelo dólar, a receita cresceu, atingindo R$ 5,7 bilhões – 1,2% a mais do que no segundo trimestre de 2012, segundo a IDC Brasil.

Brasil tem quase 10% da base de PCs com mais de quatro anos de uso

Esse contraste nos resultados de volume e receita se explica pelo aumento de 12% do preço médio dos PCs, que no segundo trimestre de 2012 era de R$ 1.412, contra R$1.580 neste ano.

“A partir de maio de 2013 já começamos a ver um reajuste de preços dos PCs, o que explica a queda no número de unidades vendidas e ao mesmo tempo o aumento na receita. O mercado passa por um momento de transição para novos formatos e tecnologia mais aprimorada”, avalia Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil. Equipamentos com design mais fino, telas sensíveis ao toque e modelos conversíveis, com tela que pode ser separada e usada como tablet, devem conquistar espaço no mercado.

O aumento do dólar no segundo trimestre e tendência de alta influencia na elevação dos preços, e, consequentemente para a queda no número de unidades  vendidas, uma vez que os produtos fabricados no país dependem, muitas vezes, de componentes importados.

A flutuação do dólar afeta principalmente o mercado corporativo, que registrou queda nas vendas de 15%, contra % no segmento de consumo, ao contrário do verificado no primeiro trimestre. “As empresas tendem a esperar que o dólar seja mais favorável para tomar suas decisões de compra”, comenta Hagge.

Diante do cenário atual, a IDC afirmou que a expectativa é que as vendas de PCs em 2013 sejam 9% menor que no ano passado – inicialmente, a previsão era de uma redução de 8%.

“No Brasil, o mercado de PCs já tem uma base instalada muito grande, e assim sua taxa de crescimento é estabilizada. Não se deve esperar taxas tão grandes como se via no passado. Os consumidores estão mais exigentes e a tendência é de melhores oportunidades no segmento de equipamentos com mais recursos e diferenciais, pois quem procura menores preços tem como alternativa outros dispositivos como tablets e smartphones”, conclui Hagge.

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