Pesquisas

Drone é a tecnologia mais utilizada na segurança pública, diz estudo da FGV

Pesquisa da FGV Direito Rio analisa impacto das novas tecnologias na segurança pública no Brasil.

 

A tecnologia mais presente no Brasil no combate à criminalidade são os drones, adotados por 63% das forças de segurança das 27 unidades da federação. É o que indica a pesquisa da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) “Segurança Pública na era do Big Data: mapeamento e diagnóstico da implementação de novas tecnologias no combate à criminalidade”, fruto de análise de 2.412 reportagens e publicações de grande circulação no Brasil, sobre o uso de tecnologias baseadas em dados pelas forças de segurança pública.

Coordenado por Thiago Bottino e Fernanda Prates, docentes da FGV Direito Rio; e Daniel Vargas, professor da FGV Direito Rio e da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV/EESP), o levantamento indica que, logo após os drones, a ferramenta tecnológica com maior presença no Brasil são as OCR (reconhecimento óptico de caracteres), adotadas em 44% das unidades da federação e muito adotadas na leitura eletrônica de placas de carro, por exemplo.

 

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O reconhecimento facial está presente em 33% dos aparatos de segurança, seguido das câmeras nos uniformes dos policiais (Body Cams), que já são usadas em 22% das forças de segurança. Já o policiamento preditivo é a aplicação de modelagem por computadores a dados criminais passados, de modo a predizer atividade criminal futura, utilizado em 7% dos estados brasileiros.

Fruto de um estudo de 18 meses realizado por pesquisadores do Centro de Justiça e Sociedade da FGV Direito Rio, com o objetivo de promover o mapeamento e a análise da utilização de novas tecnologias no âmbito da segurança pública no Brasil, o mapeamento se debruçou sobre o período de 1º de junho de 2021 a 31 de maio de 2022.

Dentre os 26 Estados brasileiros e Distrito Federal, apenas nove não foram apontados como utilizadores de drones. Na região norte utilizam a tecnologia: Acre, Amazonas, Rondônia e Pará. Na região nordeste: Piauí, Ceará, Alagoas e Bahia. Na região centro-oeste, todos a utilizam: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Na região sudeste, também todos a utilizam: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. E na região Sul, apenas Paraná e Rio Grande do Sul.

No grupo de estados que utilizam reconhecimento óptico de caracteres (OCR), destacam-se: na região norte, Amazonas e Pará; na região centro-oeste, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás; na região sudeste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo; e na região sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O OCR é uma tecnologia que pode ser instalada em câmeras de monitoramento das cidades com o objetivo de captar informações. Seu uso mais comum é para placas de veículos para identificar infrações.

No caso do reconhecimento facial, os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Paraná despontaram como aqueles citados no contexto de adoção da tecnologia. No que concerne ao policiamento preditivo, que consiste na aplicação de modelagem por computadores a dados criminais passados, de modo a predizer atividade criminal futura, apenas dois estados foram mapeados como usuários da tecnologia: Ceará e S

 

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