Lojas físicas e digitais devem se ‘complementar’ e não competir, diz consultoria.
Um levantamento da Bain & Company afirma que o comércio eletrônico responde por 10% das vendas nos Estados Unidos e por 4% no Brasil, e que o país o faturamento do setor pode chegar a R$ 42 bilhões em 2016, um crescimento médio anual de 17%, velocidade aproximadamente duas vezes superior a das vendas totais do varejo.
A companhia defende que com o varejo em expansão, a integração entre diversas plataformas de venda e interação com a marca deve ser a aposta das empresas do setor, e ressalta que varejistas estão engajando seus clientes no modelo “omnichannel”.
Alfredo Pinto, sócio da consultoria, afirma que os números atuais ainda não são tão expressivos, mas enfatiza que a internet influencia mais da metade das aquisições realizadas nos espaços físicos. “Quando chega à loja, o consumidor já comparou marcas e valores. Sabe exatamente o que quer e tem condições de negociar”.
De acordo com o executivo, os varejistas devem perceber que os âmbitos físico e digital precisam se complementar e não competir um com o outro. “O varejo tradicional precisa se equipar tecnologicamente, se atualizar com as ferramentas e mídias que surgem a cada dia, e preparar a mão de obra, sem medo de ousar”, pontua.
A consultoria ressalta que os varejistas que tiram vantagens desse novo modelo de integração de canais estarão bem posicionados.

