Expectativas pioraram em relação ao mês anterior entre as pequenas e micro empresas e melhoraram entre as grandes e médias empresas.
Os comerciantes paulistas demonstraram pessimismo com os negócios em abril. Após quatro quedas consecutivas, o IFECAP (Índice FECAP de Expectativas nos Negócios) ficou pela primeira vez abaixo dos cem pontos, denotando um momento de inédito pessimismo no comércio paulista. A escala varia entre zero e 200, sendo que cem é a fronteira entre o pessimismo e o otimismo – em geral, os índices dos meses anteriores variaram entre 100 e 110.
O indicador registrou no mês passado 98,71 pontos na série com ajuste sazonal, o que representa uma queda de 3% quando comparado ao mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice recuou 9,8%.
Em 2009, o indicador marcou pouco acima de 100, o pior índice desde o início da série histórica (iniciada em 2004). Na época, a justificativa havia sido a crise financeira internacional, que estourou em 2008. “Em abril, registramos um índice de 98,7. A diferença é que, desta vez, a crise é brasileira, em decorrência das medidas de blindagem econômica implantadas pelo governo anterior”, explica Eric Universo Brasil, coordenador do Núcleo de Pesquisa IFECAP.
O Índice-Momento Atual, que capta a situação atual dos negócios, recuou 4% na comparação com março de 2015. As expectativas para o próximo trimestre, captadas pelo Índice-Futuro, apresentaram queda de 1,5%, com 103,97 pontos na série com ajuste sazonal.
Por porte da empresa, as expectativas pioraram em relação ao mês anterior entre as pequenas e micro empresas e melhoraram entre as grandes e médias empresas. Do ponto de vista regional, as expectativas caíram na capital e subiram no interior.
“O indicador deve andar para o lado nos próximos meses, já que houve uma longa série de quedas. Posteriormente, ele deve avançar junto com a economia brasileira”, projeta o economista da FECAP.

