A Edge UOL anunciou uma nova geração de sua plataforma de nuvem híbrida para atender empresas que buscam reduzir custos operacionais, evitar dependência de fornecedores e ampliar a resiliência de aplicações críticas. A estratégia acompanha um movimento de revisão do uso de nuvens públicas por organizações que enfrentam aumento de despesas com infraestrutura e mudanças nas políticas de licenciamento do mercado.
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Segundo a empresa, a solução foi desenvolvida para complementar ambientes multicloud, permitindo que cargas de trabalho sejam distribuídas entre nuvens públicas e infraestrutura privada de acordo com requisitos de desempenho, custo e governança.
A Edge UOL cita um estudo do Barclays segundo o qual 86% dos CIOs de grandes organizações pretendem migrar parte de suas cargas de trabalho da nuvem pública para ambientes privados ou infraestrutura local, em busca de maior previsibilidade financeira. A empresa também aponta que mudanças no modelo de licenciamento da VMware após sua aquisição pela Broadcom aceleraram a procura por plataformas alternativas.
“Houve um movimento forte de adoção da nuvem pública, mas a pressão financeira e os custos ao longo do tempo levaram muitos clientes a buscar alternativas mais previsíveis e flexíveis”, afirma Mauro Cesar de Souza, gerente-geral de Operações da Edge UOL.
Entre os recursos da nova plataforma estão contratos com cobrança em reais, eliminação de taxas de saída de dados (egress fees), suporte a arquiteturas abertas para reduzir o lock-in tecnológico e integração nativa com ferramentas de automação e infraestrutura como código, incluindo Kubernetes, Terraform, OpenTofu e Ansible.
A plataforma também incorpora serviço gerenciado de recuperação de desastres (DRaaS), com replicação geográfica entre dois data centers localizados no Brasil, voltado a aplicações críticas como sistemas financeiros e meios de pagamento. Na área de segurança, a infraestrutura reúne criptografia AES-256, firewall de aplicações (WAF), proteção contra ataques DDoS e gerenciamento de identidade e acesso (IAM/PAM), com operação contínua.
Outro ponto destacado pela empresa é a soberania dos dados. Segundo Rodrigo Lobo, COO da Edge UOL, manter informações e operações sob a legislação brasileira tornou-se uma exigência de governança para setores regulados.
“A estratégia multicloud não deve comprometer a conformidade jurídica nem a liberdade de escolha das empresas. A infraestrutura precisa equilibrar eficiência operacional, resiliência e controle sobre os dados”, afirma o executivo.
Para a Edge UOL, a evolução da computação em nuvem passa pela adoção de arquiteturas híbridas capazes de distribuir workloads entre diferentes ambientes, em vez de concentrar toda a operação em um único provedor. Segundo a empresa, esse modelo tende a ganhar espaço à medida que as organizações buscam reduzir custos, aumentar a flexibilidade tecnológica e fortalecer a continuidade dos negócios.
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