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Em busca de faturamento de R$ 1 bi, Resource pretende realizar IPO em até quatro anos

CEO da companhia explica estratégia da empresa que visa dobrar de tamanho até 2021, seja através da abertura de capital ou parceria com fundo de investimento.

A Resource IT Solutions, integradora e desenvolvedora de soluções de TI com atuação no mercado nacional e internacional, tem um plano agressivo de crescimento com pretensão de dobrar o faturamento da empresa, atingindo R$ 1 bilhão até 2021. Para isso, a empresa começou um processo de reestruturação no início do ano, contratou Paulo Marcelo como novo CEO e pretende iniciar a ida para a bolsa de valores.

Paulo Marcelo, ex-presidente da Capgemini Brasil, chegou com a missão de manter o crescimento de dois dígitos da empresa, prepará-la para o IPO e transformá-la na maior integradora do Brasil. “Este primeiro ano tem sido excelente e estou motivado a manter o sucesso da empresa e de transformar digitalmente os clientes”, diz o executivo.

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Confira qual a estratégia de mercado da Resource na entrevista a seguir.

PORTAL IPNEWS: Você começou como CEO na Resource em janeiro. Qual a missão que lhe foi passada e quais são os passos para cumprí-la?

Paulo Marcelo: O projeto é buscar R$ 1 bilhão de faturamento até 2021, o que é totalmente possível. O caminho para isso é variável. Talvez consigamos alcançar o objetivo através de um projeto orgânico, mas um passo intermediário é a capitalização de um fundo de investimento ou abertura de capital, que deve acontecer nos próximos quatro anos. Também estamos utilizando a tecnologia para aumentar a eficiência interna e a rentabilização da empresa, além da criação de um conselho consultivo de administração.

Temos um crescimento de dois dígitos nos últimos anos e pretendemos continuas nesse ritmo nos próximos, com base na inovação aplicada e na expansão de mercado nacional e internacional. Vamos transformar a Resource IT na melhor empresa para se contratar serviços de TI.

PORTAL IPNEWS: Como funciona a atuação internacional da empresa?

PM: Estamos presentes nos Estados Unidos, inclusive com um centro de inovação no Vale do Silício, e na América Latina, em mercados como Chile, Colômbia e México. O mercado norte-americano é desafiador para uma empresa brasileira, mas conseguimos desenvolver soluções que servem de referência nos EUA, como o Robotic Process Automation, que faz automação de processos e é utilizado pela Nokia, um dos clientes que conquistamos no país. Também apoiamos empresas que atendemos no Brasil e nos chamam para apoiá-las em outros mercados, como o Santander do Chile.

PORTAL IPNEWS: O quanto representa o mercado internacional no seu faturamento?

PM: Hoje é 85% mercado nacional e 15% internacional, mas os planos são de que o exterior represente 30% do todo, com o nosso país responsável pelos 70% restantes. No Brasil, temos presenças regionais fortes, com equipes no Sul, Nordeste, Sudeste e agora uma em Brasília, focada em negócios com bancos públicos.

PORTAL IPNEWS: Qual a estratégia de mercado da empresa? Vocês estão focados em algum mercado?

PM: O setor financeiro está na veia da empresa desde seu começo e todos os grandes bancos do país já são nossos clientes, então ele é um dos nossos focos. Outros setores importantes são varejo, educação, saúde e manufatura, que também estão buscando se transformar digitalmente. É importante lembrar da criação da nossa área Infra Technologies Evolution, especializada em Internet das Coisas (IoT), nuvem e cibersegurança.

Ressalto ainda nossa atuação na região Nordeste com o setor público, onde estamos trabalhando com a Secretaria de Administração do Estado da Bahia para automatizar processos, tribunais de Justiça em Pernambuco com foco na gestão de documentos e o Banco de Desenvolvimento do Nordeste.

PORTAL IPNEWS: Vocês têm cases interessantes com o setor público. Como você vê a transformação digital desse mercado? Há alguma estratégia para o setor?

PM: O setor é o mais atrasado na transformação digital, mas que se vê na obrigação de oferecer um serviço mais eficiente ao cidadão. Por isso, os órgãos nos contratam para projetos inovadores que contribuam com a eficiência, que envolvem automação e análises de dados.

Como estratégia de mercado, preferimos focar em bancos públicos e Justiça.

PORTAL IPNEWS: Os demais setores da economia também estão atrasados no processo de digitalização?

PM: A transformação digital é uma jornada onde temos clientes com diferentes estágios de desenvolvimento. O varejo, por exemplo, está retomando seu crescimento como setor e busca por mais comércio eletrônico, considerado uma forma de rentabilizar melhor e aproveitar a adoção por parte do consumidor. Já os bancos aparecem como referência em inovação tecnológica e estão engajados nessa jornada, trabalhando bastante com APIs para conectar seu legado com novos serviços.

Ainda no mercado financeiro, as seguradoras buscam substituir a sua arquitetura tecnológica e usar IoT para monitorar ativos e pessoas para acompanhar seus segurados. Aqui, há uma oportunidade de mercado maior por ser mais pulverizado que o de bancos. Meios de pagamento também estão se transformando, usando tecnologia para fazer transações móveis e, curiosamente, se conectando ao varejo.

PORTAL IPNEWS: Qual a visão da Resource de transformação digital?

PM: Transformar nossos clientes em empresas mais eficientes, inovadoras e competitivas. Somos um integrador de soluções, com parceiros grandes como SAP, Oracle e Microsoft, mas também desenvolvedor de tecnologia própria para acelerar este processo nos clientes, com a ideia de vender soluções orientadas ao negócio deles.

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