Um novo estudo da Juniper Research prevê que os assinantes 5G gastarão US$ 10,8 bilhões em roaming globalmente em 2028; aumentando de US$ 4,2 bilhões em 2025. A consultoria espera que 2028 seja o primeiro ano em que os gastos com roaming 5G excedam os gastos dos assinantes 4G.
Apesar do lançamento das primeiras redes 5G comerciais em 2019, acreditamos que levará uma década para que as operadoras recebam mais receita por ano de conexões de roaming 5G do que de conexões de roaming 4G. Nossa extensa pesquisa indica que arquiteturas 5G complexas e acordos de roaming mais abrangentes resultaram em uma implantação lenta do roaming 5G; restringindo o crescimento dos gastos com roaming 5G.
Operadoras ainda não são eficientes o suficiente em roaming
O principal desafio que as operadoras enfrentam para maximizar a receita de roaming é a incapacidade de identificar e gerenciar com eficiência as conexões de roaming nas redes, o que leva ao vazamento de receita de roaming.
De acordo com o estudo, este vazamento, causado principalmente por liquidações de roaming imprecisas e atividades fraudulentas, será bastante reduzido pela implementação de acordos de roaming autônomos 5G. Redes autônomas usam núcleos de última geração que permitem o uso de tecnologias de roaming mais eficientes, como SEPP (Security Edge Protection Proxy).
A autora da pesquisa Georgia Allen observou: “Apesar do alto investimento associado a tecnologias autônomas, acreditamos que o aumento da receita de roaming obtido a partir de uma melhor identificação de conexões superará esse investimento. Por sua vez, pedimos às operadoras que implementem núcleos de rede autônomos 5G para maximizar a receita de roaming, pois tecnologias concorrentes, como eSIMs de viagem, se tornam mais populares entre assinantes móveis.”
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