A Check Point Research (CPR), braço de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, divulgou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de dezembro de 2020. O destaque ficou por conta do retorno do trojan Emotet ao primeiro lugar na lista de malware, impactando 7% das organizações em todo o mundo, após uma campanha de spam que atingiu mais de 100 mil usuários por dia durante a temporada de festas do final do ano passado.
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Em setembro e outubro de 2020, o Emotet estava consistentemente no topo do índice da Check Point e estava vinculado a uma onda de ataques de ransomware. Mas em novembro ele caiu para o 5º lugar na lista mensal. Os pesquisadores afirmam que, agora, o Emotet foi atualizado com novas cargas maliciosas e recursos aprimorados de evasão de detecção: a versão mais recente cria uma caixa de diálogo que ajuda a evitar a detecção pelos usuários.
A CPR explica que a nova campanha de spam malicioso do Emotet usa diferentes técnicas de entrega para distribuí-lo, incluindo links incorporados, anexos de documentos ou arquivos Zip protegidos por senha.
Identificado pela primeira vez em 2014, o Emotet tem sido atualizado regularmente por seus desenvolvedores para manter sua eficácia contra atividades maliciosas. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos estimou que cada incidente envolvendo o Emotet custa às organizações mais de US$ 1 milhão para retificar.
Brasil
Desta vez, o Emotet não aparece na lista do Brasil dos dez malwares do mês. O FritzFrog lidera o ranking brasileiro de dezembro, um botnet ponto a ponto (P2P) altamente sofisticado que tem violado ativamente servidores SSH (Secure Socket Shell) em todo o mundo. O malware combina um conjunto de propriedades que o tornam único e não tem arquivo, pois monta e executa cargas úteis na memória.
O protocolo P2P do FritzFrog é proprietário e não se baseia em nenhuma implementação existente; este botnet cria um backdoor na forma de uma chave pública SSH, permitindo que os atacantes tenham acesso contínuo às máquinas das vítimas.
Principais famílias de malware
*As setas referem-se à mudança na classificação em comparação com o mês anterior.
- ↑Emotet
- ↑Trickbot– É um trojan bancário dominante, constantemente atualizado com novos recursos e vetores de distribuição, permitindo que seja um malware flexível e personalizável que pode ser distribuído como parte de campanhas multifuncionais.
- ↑Formbook- É um “ladrão” de informações que coleta credenciais de vários navegadores da web e imagens, monitora e registra pressionamentos de tecla e pode baixar e executar arquivos de acordo com seus pedidos de C&C.
Principais vulnerabilidades exploradas
- ↑MVPowerDVR Remote Code Execution – Uma vulnerabilidade de execução remota de código que existe nos dispositivos MVPower DVR. Um atacante remoto pode explorar essa deficiência para executar código arbitrário no roteador afetado por meio de uma solicitação criada.
- ↓ HTTPHeadersRemote Code Execution (CVE-2020-13756) – Os HTTP Headers permitem que o cliente e o servidor passem informações adicionais com uma solicitação HTTP. Um atacante remoto pode usar um HTTP Header vulnerável para executar código arbitrário na máquina da vítima.
- ↑ Web ServerExposedGit Repository Information Disclosure – Uma vulnerabilidade de divulgação de informações que foi relatada no Repositório Git. A exploração bem-sucedida desta vulnerabilidade pode permitir a divulgação não intencional de informações da conta.
O Índice de impacto de ameaças globais da Check Point e seu mapa ThreatCloud são alimentados pela inteligência ThreatCloud da Check Point. O banco de dados da ThreatCloud inspeciona mais de 3 bilhões de sites e 600 milhões de arquivos diariamente e identifica mais de 250 milhões de atividades de malware todos os dias, segundo a empresa.
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