Economia Digital

Empresas ampliam adoção de agentes de IA e apontam desafios com privacidade e integração

Um levantamento internacional realizado com mais de 1,5 mil líderes de tecnologia em 14 países indica que 96% das empresas pretendem ampliar o uso de agentes de inteligência artificial nos próximos 12 meses. A metade planeja fazer essa expansão em escala organizacional. Os principais usos incluem otimização de performance, monitoramento de segurança e suporte ao desenvolvimento de software.

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A pesquisa revela que os agentes de IA estão sendo adotados como parte de uma estratégia para acelerar processos, reduzir custos e melhorar a experiência do cliente. Cerca de 83% das organizações veem esses sistemas como essenciais para manter a competitividade no mercado. No Brasil, o setor de varejo se destaca na aplicação da tecnologia, especialmente em iniciativas de engajamento com clientes, junto com Estados Unidos e Reino Unido.

O estudo mostra que 57% das empresas já implementaram agentes nos últimos dois anos, com 21% adotando a tecnologia no último ano. Dois terços desenvolvem esses agentes em plataformas corporativas de infraestrutura de IA e 60% utilizam funcionalidades integradas a seus sistemas principais. Essa abordagem indica uma preferência por estratégias que permitam escalabilidade, segurança e proximidade dos dados.

Os principais obstáculos enfrentados pelas empresas envolvem privacidade de dados, integração com sistemas legados e custos de implementação. A maioria das organizações começa com projetos de escopo restrito e impacto mensurável, como agentes internos de suporte de TI, com objetivo de validar resultados e acelerar novas iniciativas.

A pesquisa aponta diferentes padrões de uso por setor. No setor financeiro, agentes são aplicados na detecção de fraudes, avaliação de riscos e suporte à decisão em investimentos. Na indústria, são usados para automação de processos, controle de qualidade e logística. Na saúde, auxiliam em agendamentos, diagnóstico e organização de dados clínicos. Em telecomunicações, atuam no atendimento ao cliente, monitoramento de redes e prevenção de ameaças.

A tecnologia avança com foco em resultados operacionais, indo além da geração de texto e integrando dados em fluxos automatizados. A expectativa é que, até o fim de 2025, esses agentes estejam presentes em diversos processos-chave de empresas de diferentes portes e segmentos.

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