Pesquisas

Empresas brasileiras apostam em terceirização

Tendência é apontada pela IDC Brasil como solução para falta de mão de obra qualificada em TI e Telecom.

Segundo a IDC Brasil, em conferência online realizada nesta quinta-feira (17), as empresas brasileiras investirão em 2011 em planos de governança em TI. O objetivo é redução de custos, já elevados no Brasil devido à alta carga tributária, uma das maiores do mundo e à simplificação das ações. Os sistemas já implantados devem ser consolidados e rumar em direção à nuvem. As empresas passarão a desenvolver planos estratégicos para suas áreas de TI.

Um grande problema apontado pela IDC é a ausência de mão de obra qualificada. Com o crescimento da demanda, a tendência é que exista uma pressão salarial exercida pelos funcionários já empregados. Para a consultoria, as empresas brasileiras passarão a importar serviços por meio de terceirização, facilitada pelo real valorizado.

No entanto, as empresas terceirizadas passarão a cuidar de projetos menores, fragmentados, principalmente em modernização de aplicações e uso de mobilidade. “É o fim da era dos ‘mega deals’, que apesar de ainda existirem serão bem mais raros”, diz Reinaldo Roveri, research manager da IDC Brasil.

Processos de M&A e serviços de TI continuarão em alta, assim como a demanda por serviços de data center. O mercado brasileiro de data centers está cada vez mais consolidado, com empresas nacionais e estrangeiras investindo na implantação e aquisição de equipamentos, como é o caso da Alog, comprada pela Equinix essa semana.

O mercado de telecomunicações deve crescer, impulsionado pela expansão da banda larga e dos serviços de mobilidade. A IDC estima que o crescimento em 2011 seja de 5%, para cerca de R$ 70 bilhões de reais. Todos os serviços oferecidos têm experimentado aumento da demanda, com exceção da telefonia fixa tradicional.

Além disso, com a entrada de novas empresas no mercado nacional de Telecom, a competição tende a aumentar. A IDC destaca o aumento da oferta de serviços gerenciados, a evolução da tecnologia IP e consequente nova gama de serviços de maior valor agregado, além da introdução de novos operadores de MVNO (Mobile Virtual Network Operator), como a Porto Seguro Telecomunicações, recém anunciada. No entanto, há uma ressalva: o aumento da rede de fibras óticas no país deve ocorrer apenas nos grandes centros, deixando de lado regiões mais afastadas.

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