A discussão no painel “Detecção Pós-Invasão: Como Ganhar Tempo Quando a Prevenção Falha?”, realizado ontem (17/9) no Mind The Sec, chegou a conclusão de que as empresas brasileiras em geral não estão preparadas para lidar com as ciberameaças. Segundo os painelistas, falta maturidade e autoconhecimento para as companhias, que não tem feito nem o chamado básico bem feito.
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Marta Helena Schuh, Director Cyber & Tech Insurance na Howden Brasil, diz que a maioria das grandes empresas que lidam com o cliente final, assim como as instituições financeiras que são bem reguladas, já estão com maturidade de segurança e podem sim dizer que fazem o básico bem feito. “A maior preocupação são as empresas que fogem desse tamanho, muitas inclusive que nem implementaram as medidas para seguir a LGPD, o que é bem preocupante”, disse.
“Muito se fala em cibersegurança, mas na prática o gap de maturidade é gigantesco, principalmente se compararmos (as empresas brasileiras) com países desenvolvidos”, continuou. Charles Camello, CISO na Soprano, concordou e lembrou que as companhias até estabelecem planos de resposta a incidentes, mas poucas testam para ver sua efetividade.
Onde as empresas brasileiras erram?
Os erros começam na autoavaliação. “Muitas empresas se auto declaram que estão bem, mas quando a gente avalia em profundidade, vemos que não é verdade”, reconheceu Marta. Essa falsa sensação de segurança pode ser um risco e levar a menos investimento em cibersegurança do que o necessário. Ainda segundo a executiva, a maioria das empresas investem apenas 0,5% do orçamento de TI em cibersegurança.
Rodrigo Peres, líder de TI na Alphaville, avaliou que esse desafio não será resolvido sem tecnologia, mas que ela sozinha não dará conta. “É uma questão de ter uma cultura de segurança com pessoas capacitadas continuamente. Essa é a melhor maneira de responder a um incidente.”
Camello ainda aponta para uma necessidade das empresas estabelecerem seus riscos de acordo com a criticidade dos dados de seu negócio. Saber onde a companhia está pisando e onde pode arriscar mais em prol de ser mais inovadora e veloz é parte da maturidade de cibersegurança.
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