O resultado da análise realizada pela Manpower aponta que 55% das empresas no Brasil possuem regulamentações internas para gerenciar o uso das ferramentas virtuais.
A consultoria de recursos humanos Manpower divulgou um estudo sobre o comportamento das empresas em relação à utilização das redes sociais. De acordo com o levantamento, o setor de finanças é o que mais controla os empregados (81%), seguido pelo transportes (65%) e administração pública e educação (58%).
Conforme aponta a consultoria, no mundo todo, o número de empresas que monitoram o uso das redes sociais por seus funcionários é consideravelmente menor que no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, são 24% e em países como Grécia, Itália e Espanha, apenas 10% têm fiscalização nesse sentido. O menor índice é na Polônia, onde 1% das corporações afirma controlar as redes sociais.
Dos quase mil empregadores brasileiros entrevistados, 77% afirmam evitar a perda de produtividade, de acordo com as políticas de uso das mídias sociais. Para os 33%, a regulamentação protege informações confidenciais das companhias. Outras razões citadas foram proteger a reputação da empresa (19%), e ajudar no recrutamento de pessoal (11%).
“Podemos notar que as políticas para mídias sociais ainda estão focadas no gerenciamento de riscos e não na maneira como as organizações podem aproveitar essas ferramentas em benefício dos empregados e do negócio”, afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower no Brasil.
Para ele, ao proibir as mídias sociais, as empresas estão perdendo grandes oportunidades de inovar e de crescer em outros meios, além de poder melhorar a imagem da empresa perante os próprios funcionários. “Mais do que nunca, empregadores devem aproveitar as mídias sociais para fortalecer sua imagem junto a colaboradores, ajudando a atrair candidatos e a manter os empregados motivados”, aponta Guimarães.

