Pesquisa da Economist Intelligence Unit (EIU) ouviu 395 executivos para entender as tendências de investimento no próximo ano.
Em 2008, 72% das empresas pretendem migrar suas aplicações celulares de dados e voz para uma rede IP (protocolo internet), segundo pesquisa da Economist Intelligence Unit pela AT&T.
O uso de comunicações móveis pelas empresas é amplo entre os 395 altos executivos ouvidos e, na Europa, esse número chega a 91% dos entrevistados, que reportaram o uso constante dos equipamentos.
Até 2010, a utilização comercial de telefones celulares e outros aparelhos por executivos e outros funcionários será praticamente universal, segundo a pesquisa, e deverá se ampliar para áreas de atendimento ao cliente, tecnologia da informação e marketing, assim como no campo.
A pesquisa mostra que, em todas as regiões, a maior produtividade da força de trabalho é vista como um importante benefício da mobilidade. Além disso, os executivos reconhecem também outras vantagens, incluindo desde a melhoria do serviço de atendimento ao cliente e a redução dos custos operacionais e de infra-estrutura até a melhoria da prontidão para dar continuidade aos negócios.
Algumas empresas também lutam para integrar aplicações de mobilidade com a infra-estrutura existente de TI. Por isso, as exigências de segurança precisam ser mais reforçadas, pois cada vez mais haverá dados corporativos circulando além das fronteiras do lugar de trabalho. Para complicar ainda mais o quadro, o compartilhamento informal de conhecimento entre funcionários trabalhando remotamente deve ser mantido, uma vez que estes se reúnem cada vez menos.
Os executivos da maioria das empresas buscam estabelecer um equilíbrio. Segundo o estudo, é preciso atribuir prioridade à proteção dos dados da empresa, mas um regime demasiadamente rígido comprometerá os ganhos de produtividade.
De acordo com a pesquisa, as aplicações wireless de dados vão expandir-se ainda mais nos próximos três anos. Entre elas, incluem-se CRM e bancos de dados com informações de clientes. As aplicações de automação da força de vendas e da força de campo também serão implantadas muito mais amplamente. Apesar de contar com uma implantação pequena até agora, a previsão é que, em três anos, estas aplicações apresentarão uma penetração de 73% e 67% das empresas, respectivamente.

