De acordo com especialista, crise financeira deve favorecer o mercado de EAD.
O ensino a distância (EAD) cresce ano a ano. De acordo com Fileto de Albuquerque, coordenador pedagógico da Unopar EAD Campinas, em 2009 o mercado de EAD deve se aquecer ainda mais, devido aos anúncios de demissões e número menor de empregos, o que faz com que muitas pessoas sintam-se mais estimuladas a investir em educação. Ele acredita que o EAD deva crescer mais de 20% este ano.
"Este tipo de ensino consegue suprir a necessidade e a vontade de formação a custo acessível – muitas vezes 50% mais barato do que os tradicionais. Muitos irão investir em segunda graduação ou mesmo em pós-graduação por receio de perder o emprego e o EAD aparece como boa opção, por ser mais barato e ter a mesma validade e qualidade dos cursos tradicionais", explica ele.
De acordo com a edição 2008 do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos a distância no ano de 2007, o que representa um em cada 73 estudantes. Pela primeira vez há mais estudantes inscritos em cursos de graduação do que de especialização nessa modalidade, de acordo com o AbraEAD.

