Pesquisas

Ericsson desvenda classes C e D

Segundo pesquisa encomendada pela empresa, público de baixa renda é um dos mais interessados em consumir o máximo de recursos. Preços são o impedimento.

Em uma ação pioneira, a Ericsson e o Instituto Ipsos Public Affairs apresentaram durante a Futurecom um estudo qualitativo dos consumidores das classes D e E. O estudo, inédito no Brasil, tem por objetivo ser referência para o segmento, norteando as operadoras para o desenvolvimento de projetos específicos para cada público-alvo.
 

Um dos aspectos mais interessantes levantados pela pesquisa foi o grande interesse desse público em consumir todos os recursos possíveis de seus celulares. “Há uma tendência de achar que se trata de um usuário básico, no entanto são extremamente interessadas em comunicação e conhecem o que as operadoras têm a oferecer, em termos de serviços e tecnologias”, disse Caetano Notari, diretor de consultoria da Ericsson.
 

No entanto, o que limita o uso dos aplicativos realmente é o preço. Mesmo assim, o estudo apontou que com o pouco que lhes sobra, esses usuários freqüentam Lan houses, acessam a internet pelo celular, baixam ringtones, e têm conhecimento de como utilizar o bluethooth.
 

Além disso, as principais percepções captadas na pesquisa qualitativa demonstram que os usuários das classes D e E estão sedentos por: transferência de créditos (para resgate em dinheiro); chamada patrocinada (chamadas e mensagens de texto); pacotes (com predominância de Internet + TV a cabo + telefone celular); e desconto dinâmico (promoções em horário comercial).

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