Para Hans Vestberg, CEO da companhia, eficiência de rede e operações sustentáveis são os novos desafios para o mercado. Pelo menos 1,5 milhão de estações radiobase GSM instaladas devem ser substituídas
O número de usuários de banda larga móvel vai aumentar dos atuais 400 milhões para 3,5 bilhões até 2015 em todo o mundo, prevê a Ericsson. “É fundamental que as operadoras invistam em qualidade e eficiência de rede. Além disso, a modernização deve vir acompanhada de ações sustentáveis, focadas na redução do consumo de energia e melhor aproveitamento das frequências”, diz Hans Vestberg, CEO da Ericsson.
O executivo destaca que o aumento da demanda dos usuários por transferência de dados, impulsionado pelos smartphones e outros dispositivos móveis, são indícios de que as operadoras precisam adequar suas tarifas e modelos de negócios às necessidades dos consumidores.
“Menos de 5% da população mundial tem acesso à banda larga móvel com velocidade de 21 Mbit/s ou mais e, além disso, pelo menos 1,5 milhão de ERBs GSM instaladas devem ser substituídas. Também vemos a manutenção da necessidade de serviços em áreas como consultoria, integração de sistemas e serviços gerenciados. Esse quadro nos leva à estimativa de que o mercado vale hoje, incluindo os interesses das joint ventures, US$ 350 bilhões”.
O CEO vê novos mercados para a Ericsson abordar além das tradicionais operadoras, como empresas de TV a cabo, governos, saúde, transporte e utilities. “Esses setores começam a demandar grande necessidade de serviços de telecomunicações”, finaliza.

