Economia Digital

Espanha cria agência de supervisão de Inteligência Artificial

Combination of human and artificial intelligence. In the new digital age, people will also change and become digital. There will even be an artificial human generation.
País aprovou o estatuto da AESI, dando passo importante na regulação de IA.

A Espanha deu um importante passo para a regulação da inteligência artificial (IA), com o conselho de ministros aprovando o estatuto da AESIA – Agência Espanhola de Supervisão de Inteligência Artificial. O país torna-se o primeiro dentro da União Européia a dispor de um documento com essas características e antecipa a entrada em vigor do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial.

Com a criação desta agência, a Espanha torna-se o primeiro país europeu a dispor de um corpo destas características e antecipa a entrada em vigor do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial.

O rregulamento estabelecerá para os Estados-membros a obrigação de selecionar uma “autoridade supervisora nacional” encarregada de controlar a aplicação dos regulamentos sobre inteligência artificial.

A AESIA tem o objetivo de proteger os cidadãos e supervisionar o desenvolvimento de uma inteligência artificial inclusiva, sustentável e centrada no ser humano.

A entidade está vinculada ao ministério de Assuntos Econômicos e Transformação Digital através da Secretaria de Estado da Digitalização e Inteligência Artificial.

Segundo Marcelo Crespo, coordenador e professor do curso de Direito da ESPM e especialista em Direito Digital, “isso demonstra que a IA não é o futuro, é o presente e está impactando vários setores da sociedade, principalmente o mercado de trabalho. Enquanto uns temem pela perda de empregos, outros, como o LinkedIn, veem isso como uma oportunidade para a requalificação profissional”.

O especialista destaca que no Brasil ainda há muitas confusões sobre o que é de fato inteligência artificial, porque ela deve ser definida “como ela faz” e não “o que ela faz”. “De todo modo, temos um PL a ser analisado pelo Congresso e, particularmente, entendo que ainda cabem muitas observações sobre o tema”, finaliza.

 

 

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