Internacional

Especial IPTV: rede não é impeditivo, mostra a experiência francesa

A experiência dos franceses com o serviço de TV por protocolo de internet leva a conclusões de que a padronização do preço para multicast pode ser um bom modelo de serviço e que as limitações de rede, na verdade, não são os principais impeditivos para o avanço na América Latina.

Atualmente, 42% das novas assinaturas de internet banda larga na França são por causa do IPTV. Isso porque o usuário paga um preço fixo de 35 Euros e tem acesso a vasta programação. E, na visão da Orange, a limitação das redes não é o impeditivo para que o IPTV avance também na América Latina.

“Claro que a limitação de rede atrapalha, mas não é o único impeditivo, já que também temos esse problema na Europa, mas contamos com sistemas de home gateways, por exemplo, que ajudam a otimizar o DSL o suficiente para o tráfego de TV”, diz Jean-Marc Harion, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Orange para as Américas, sem considerar os impeditivos regulatórios. Segundo ele, além da questão técnica, também é preciso avaliar o perfil da população que está adotando o IPTV. “O brasileiro, por exemplo, gosta de TV gratuita e, por isso, é preciso achar um modelo com custo baixo e a forma de fornecer isso é com multiplay, pois esse modelo permite que o serviço se pague”, complementa ele.

Para ele, “ainda não se pode afirmar se o multiplay é melhor modelo do que a TV por assinatura para a América Latina, mas, baseando na experiência francesa, onde esse modelo é muito usado, a adoção de uma solução confiável em conjunto com as programações convencionais de TV tem surtido bom efeito”.

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