Lista trazia senha usada até pelo presidente Michel Temer, como “planaltodotemer2016”.
Na última terça-feira o Planalto divulgou, por engano, todas as senhas das redes sociais do governo brasileiro. O erro aconteceu em uma postagem do Portal Brasil no Twitter, com um link que levava para um documento com todas as senhas do Instagram, Facebook e até Gmail, para os seus mais de 500 mil seguidores. Especialistas em segurança sempre que avisam que não se deve anotar as senhas, justamente para evitar esse tipo de risco.
A lista trazia senha usada até pelo presidente Michel Temer, como “planaltodotemer2016”, que ainda tinha uma observação em vermelho e caixa alta: “não trocar a senha nunca”. Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informou que todas as senhas já foram trocadas.
De acordo com Wander Menezes, especialista de cibersegurança da Arcon, empresa especializada em segurança de TI, é recomendável trocar a senha a cada 45 dias e, se possível, usar autenticação de dois fatores. “No Twitter mesmo já existe essa possibilidade”. Esse tipo de autenticação é um recurso que cria uma camada adicional de segurança para o processo de login da conta, exigindo que o usuário forneça duas formas de autenticação. Normalmente, o primeiro fator é uma combinação de nome de usuário/senha e o segundo fator pode ser um token ou certificado, conhecido como algo que você possui, ou algo que só você sabe.
Além disso, outras ações devem ser tomadas em relação à criação e uso das senhas:
. Senhas fortes têm sempre entre oito e 12 caracteres, com letras maiúsculas e minúsculas, com pelo menos um número e um caractere especial.
. A senha não deve ter o nome do usuário, nome real ou nome da empresa onde trabalha.
. Não deve ter nenhuma palavra completa.
. Com tantas senhas que temos, é importante criar uma que seja fácil de lembrar como, por exemplo, um hobby ou esporte predileto. No entanto, fazendo a aplicação das dicas anteriores. Por exemplo: eu amo jogar basquete pode ser 3U@moJo6arB@skt”

