Segurança

Especialista em sugere que INCA foi alvo de ransomware

Exames de radioterapia foram cancelados e ainda não é possível marcar novos exames

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) sofreu um ataque cibernético no dia 27 de janeiro que obrigou a suspensão dos exames de radioterapia no Hospital do Câncer 3, na Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro, que é especializado no câncer de mama. Ao menos 100 pessoas foram atingidas pela suspensão dos exames e foi preciso mais de uma semana para que o INCA anunciasse que os serviços fossem restabelecidos.

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Segundo informações, ainda não é possível marcar novos exames. Na época do ataque, todos os computadores foram desligados no momento da invasão, obrigando que os registros durante esse período fossem feitos a mão. Ainda não é sabido o que motivou a tentativa de crime, visto que a Polícia Federal mantém informações sobre suas investigações.

Luiz Madeira, CEO da GWCloud, sugere que se trata de um ataque de ransomware, devido à queda dos serviços e a demora no restabelecimento dos sistemas. Em sua visão, as medidas tomadas pelos responsáveis no INCA e seus hospitais visaram impedir danos maiores. “Evitar que a invasão seja concretizada é a melhor saída no momento em que os responsáveis a percebem. Porém, o ideal seria ter um mecanismo de defesa pronto, como é o indicado a diversas empresas”, destaca.

“É sabido que os órgãos públicos não visam lucros e têm como princípio o auxílio à população, mas esse se tornou um motivo a ser visado pelos criminosos, que sabem da importância do serviço e da necessidade de mantê-lo ativo.”

 

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