Análise Setorial

Estratégia digital e análise de dados: prioridades para as empresas de bens de consumo

Levantamento também indica que a cadeia de abastecimento é o maior desafio e foco de mais investimentos.

Adequar-se à revolução digital é prioridade máxima para as empresas de bens de consumo nos próximos 12 meses segundo a pesquisa Global Top of Mind, realizada pela KPMG Internacional em parceria com a Consumer Goods Forum (CGF) e que entrevistou  executivos de alto nível, incluindo varejistas, fabricantes de alimentos, bebidas e bens de consumo de todo o mundo, incluindo o Brasil.

Os participantes classificaram a análise de dados (56%) e a estratégia digital (54%) como as duas áreas estratégicas mais importantes para suas empresas. “O foco dos executivos mudou da ‘incerteza econômica’ para a estratégia digital e análise de dados, a tecnologia e a cadeia de abastecimento. A rápida proliferação das mídias sociais e digitais tem dado poderes nunca antes vistos aos consumidores, fazendo com que a indústria do varejo tenha que se manter à disposição a qualquer hora, em qualquer lugar e da maneira que o cliente escolher para fazer compras”, analisa o sócio da KPMG no Brasil e líder para os mercados de consumo, Carlos Pires. “À medida que a demanda do consumidor por experiências digitais e comércio eletrônico aumenta, os varejistas e os fabricantes precisam vislumbrar como é possível atender essas necessidades”.

Porém, nem todas as empresas estão preparadas para essa nova tendência e 32% dos entrevistados se consideram, atualmente, com pouca ou nenhuma aptidão nessas áreas. Além disso, a preocupação com a segurança de dados cresce entre os executivos e 47% dos entrevistados mencionaram este item como sendo muito ou fundamentalmente importante para suas empresas. “Embora a análise de dados possa estar no topo da agenda corporativa, o que realmente deve estar deixando muitas empresas preocupadas é a segurança destas informações. As empresas ainda estão muito longe de onde precisam chegar em relação à proteção contra quebras da segurança”, analisa o sócio da KPMG.

Cadeia de abastecimento

A cadeia de abastecimento foi classificada por 38% dos respondentes como o desafio número um para suas empresas. Dentre os principais itens que precisam ser melhorados, a grande maioria dos participantes (45%) aponta a velocidade e a agilidade na logística de supply chain.

“Ao passo que a cadeia de suprimentos se torna cada vez mais complexa devido a expansão e novos modelos de negócios, também aumenta a necessidade de maior colaboração e integração entre todos os participantes objetivando visibilidade, flexibilidade e planejamento. Por isso, a cadeia se suprimentos é o item com mais probabilidade (42%) de receber um maior investimento este ano,”, finaliza Pires

 

 

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