A GfK traçou um panorama para o setor e quais as expectativas do mercado
As vendas de eletroeletrônicos refletem o quadro de recuperação lenta e variações regionais e do setor. O mercado global de eletroeletrônicos cresceu 4% em termos de receita desde 2019 – com as categorias de pequenos eletrodomésticos e TI com maior crescimento – segundo números da GfK. No final de 2023, o mercado mostrou sinais de estabilização, que provavelmente continuará em 2024, possibilitando um crescimento ligeiramente positivo.
Os produtos premium custo-benefício continuarão a ser uma tendência até 2024, pois as pressões inflacionárias contínuas e a perda de renda real fazem com que os consumidores busquem uma sensação de luxo a preços mais baixos.
O ponto positivo é que, agora, quase quatro anos depois dos primeiros lockdowns, produtos como smartphones, laptops e acessórios para PCs comprados no início da pandemia logo estarão prontos para serem substituídos ou atualizados. Por outro lado, é improvável que os consumidores queiram atualizar suas TV’s, se já o fizeram durante esse período.
“Como muitas atualizações de produtos desejados, ou compras de eletrodomésticos pela primeira vez, como ir fryers, já ocorreram durante a pandemia, diante da turbulência econômica, os consumidores provavelmente demonstrarão mais cautela com os gastos”, diz Felipe Mendes, VP América Latina para Eletroeletrônicos da GfK.
Segundo ele, a perspectiva do mercado de eletrodomésticos para 2024 se inclinará principalmente para compras necessárias e bem pensadas, em vez de atualizações ambiciosas. “O impacto da visão global no crescimento, nos desvios e na confiança do consumidor do Brasil ressalta a necessidade de as empresas aproveitarem pesquisas de mercado que forneçam insights valiosos, de modo a orientá-las em decisões estratégicas e melhorar os resultados em um ambiente de negócios dinâmico e desafiador”, comenta Bruno Jesus.
A confiança do consumidor mostra os primeiros sinais de recuperação
Em termos globais, a confiança do consumidor nos países da OCDE está abaixo da média histórica de longo prazo e, apesar de mostrar sinais de estabilização em meados do ano passado, atingiu uma trajetória descendente no final do ano. A confiança do comprador combinada dos países da OCDE estava em 98 em novembro de 2023, acima do nível de 97,5 registrado em janeiro do mesmo ano.
Vários fatores contribuem para a confiança do consumidor, inclusive as expectativas para os mercados de trabalho, o clima político, os preços dos bens de consumo e as situações financeiras pessoais. “As expectativas do consumidor são primordiais aqui, e se os consumidores puderem permanecer resilientes como estavam no ano passado, e com indicadores econômicos como inflação e mercados de trabalho continuando a se estabilizar, essa confiança poderá se recuperar em 2024. No entanto, as diferenças regionais continuam a ser acentuadas e precisam ser levadas em consideração nos estágios iniciais de planejamento”, finaliza Mendes.
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