Uma pesquisa realizada pela Pinpoint, especialista em gestão de redes e segurança, mostra o que deve ser levado em consideração ao migrar de uma rede Multiprotocol Label Switching (MPLS) para uma Software Defined-Wide Area Network (SD-WAN), que tem como premissa a máxima disponibilidade de links com gestão de ativos variados para melhor redundância. Com a digitalização cada vez maior dos negócios, essa opção de rede se mostra como a que traz mais resultados para os negócios, em se tratando de performance, conectividade e segurança.
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O SD-WAN é quando uma rede WAN é controlada por uma estrutura de software centralizada, ou seja, quando há a automatização do controle da redundância de links de dados. Essa tecnologia de conectividade de rede proporciona alto desempenho a um custo muito atrativo considerando melhor capacidade de banda larga, mais flexibilidade no uso da internet, que passa a ser gerenciada sob demanda e maior controle de acesso à rede. Ela tem se mostrado a melhor solução para corporações que geram grandes volumes de dados sigilosos, como o setor financeiro, por exemplo.
A pesquisa
Um estudo realizado com 10 empresas, entre clientes e não clientes da Pinpoint, envolvendo diversas verticais de negócios e regiões do Brasil, analisou o desempenho de 400 links MPLS e 700 links IP/Internet ao longo de seis meses. O objetivo foi entender qual é o impacto e as vantagens da migração de tecnologias de redes.
A Pinpoint comparou uma estrutura com um link MPLS contra uma de dois links IP, rodando sobre uma estrutura SD-WAN (fabricantes padrões de mercado).
O resultado mostra que a disponibilidade foi semelhante, mas a dedicação da Central de Operações de Rede (NOC), é um ponto importante a ser considerado em alguns casos. Ficou claro na análise que o esforço (horas trabalhadas sobre o tema) de analistas de NOC aumentou de três a cinco vezes, dependendo da estrutura de sustentação desses links. Em alguns casos, onde não havia ociosidade considerável, foi necessário a contratação de novos analistas de NOC. Isso mostra que nem sempre adianta fechar pacotes padrão com operadoras, por exemplo, sem dimensionar equipe e considerar a terceirização como opção muitas vezes mais vantajosa.
Em resumo, estes foram os achados:
- A disponibilidade entre os dois modelos (1 MPLS versus 2 links IP/Internet em redundância) foi superior a 99,5%, variando mês a mês, estatisticamente, o melhor desempenho.
- Houve um desvio considerável no número de eventos de quedas por link. Enquanto as redes MPLS registraram uma média de 1,36 eventos por mês por link, as redes IP/Internet apresentaram uma média de 3,95 eventos por mês por link. Quase três vezes o indicador para links MPLS.
| Essa diferença na quantidade de eventos acontece porque, no caso da rede por IP, trabalha-se com mais de um link redundante. Ao passo que, no caso da MPLS, utiliza-se um link dedicado. De qualquer forma, isso não impactou consideravelmente na disponibilidade dos sites por causa do sistema/protocolo de redundância presente nos equipamentos de SD-WAN. |
- O MTTR, tempo médio de cada indisponibilidade de link, apresentou grande diferença entre os links IP e MPLS. Na rede MPLS, foi de 173 minutos enquanto nos links IP/Internet foi de 341 minutos, ou seja, praticamente o dobro.
| Essa diferença na quantidade dos eventos e MTTR impactou diretamente no time de operações e sustentação dos ambientes. Por isso, houve maior esforço de analistas de NOC. Novamente, isso se deu pelo fato de na rede SD-WAN se trabalhar com mais de um link redundante. |
Assim, é possível verificar que a disponibilidade entre os dois modelos é comparável. Para se atender um SLA mais agressivo em redes SD-WAN, como o conseguido com dois links MPLS redundantes, a recomendação é fazer uma busca por operadoras que entreguem em cada localidade um link de melhor qualidade (o que precisa ser analisado site a site e executado um processo contínuo de análise de qualidade), ou até mesmo trabalhar com três links IP/Internet independentes.
Por outro lado, a carga de trabalho do time do NOC até aqui mostrou-se um ponto importante a ser considerado nos planos de ROI (retorno de investimento) e OPEX (custo operacional) da rede. Se não levados claramente em consideração dentro do orçamento, podem gerar sobrecarga nas atividades do NOC. Com a escassez de analistas de TI e salários inflacionados, este aparece como um ponto crítico na análise de escolha da operadora e modelo de operação da rede.
Critérios
Foram definidos dois critérios principais para delimitar o estudo:
- Apenas ambientes em que a gestão dos equipamentos SD-WAN não tenha sido terceirizada com a mesma operadora de Telecom fornecedora dos links.
- E, com relação à disponibilidade e impacto na operação, não consideramos eventos com duração inferior a 5 minutos (considerada aqui como “flap”). Estes casos de “flaps”, juntamente com análises de performance (tempo de resposta e jitter) serão ponderados em um próximo estudo de caso.
As redes SD-WANs, ao contrário das tradicionais WAN, por serem definidas por software, conseguem distribuir o tráfego a vários locais de forma dinâmica, atendendo às políticas de aplicativos e de segurança. Elas permitem a substituição de uma conexão MPLS, de alto custo, por conexões mais econômicas, como Internet e LTE, por exemplo. Isso gera economia de tempo e reduz os custos, uma vez que a rede seleciona o caminho mais inteligente. Além disso, foge de alguns gargalos que podem surgir em redes tradicionais e que dificultam integração na falta de uma estrutura eficiente quando falamos em Internet das Coisas (IoT) e Big Data.
Uma solução SD-WAN pode ser implementada em qualquer local e contém ferramentas de segurança integradas, firewall de última geração e um modelo aberto de interoperabilidade e colaboração. Dessa forma, são oferecidos recursos mais robustos a um melhor custo, maior desempenho de rede e dispositivos. Com a conectividade sob demanda essencial para serviços sensíveis à latência, como voz e vídeo, a SD-WAN tornou-se a melhor opção para aplicativos e serviços essenciais aos negócios, como telefonia IP, por exemplo. Uma rede mais eficiente com automatização das operações e que proporciona uma melhor experiência do usuário.
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