A Thales divulgou o Estudo de Segurança em Nuvem de 2025 conduzido pela S&P Global Market Intelligence 451 Research, revelando que a nuvem ainda mantém a principal preocupação com a segurança nas empresas. Quase dois terços (64%) dos entrevistados a classificaram entre suas cinco principais prioridades de segurança, com 17% a considerando como a número um.
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Apesar do investimento sustentado, a segurança em nuvem permanece sendo um desafio complexo e persistente que vai além da tecnologia, incluindo pessoal, operações e o panorama de ameaças em evolução. A pesquisa deste ano capta perspectivas sobre os desafios da segurança em nuvem de quase 3.200 entrevistados em 20 países, com vários níveis de experiência.
Já a segurança específica para inteligência artificial (IA) emergiu com rapidez como uma das principais prioridades de empresas, ficando atrás apenas da segurança em nuvem. Mais da metade dos entrevistados (52%) afirmou priorizar investimentos em segurança de IA em relação a outras necessidades de segurança, que sinalizam uma mudança no modo como as organizações vêm alocando orçamentos em resposta à adoção acelerada de IA.
Nuvem ainda mantém preocupação
Segundo a Thales, a mudança acelerada para a nuvem e a IA está forçando as empresas a repensar como gerenciam riscos em escala. A empresa explica que com mais da metade dos dados em nuvem agora classificados como sensíveis, sendo que somente uma pequena fração totalmente criptografada, as organizações precisam integrar uma sólida proteção de dados ao núcleo de sua infraestrutura digital.
O número médio de provedores de nuvem pública por organização aumentou para 2,1, com a maioria também mantendo a infraestrutura local. Esta crescente complexidade vem gerando desafios de segurança, com 55% dos entrevistados relatando que a nuvem é mais difícil de proteger do que a infraestrutura local, um aumento de 4 pontos percentuais em comparação ao ano passado. À medida que as organizações se expandem através de crescimento ou fusões e aquisições, também observam um aumento no uso de SaaS, agora com uma média de 85 aplicações por empresa, o que complica o controle de acesso e a visibilidade dos dados.
Esta complexidade se estende às operações de segurança, com muitas equipes lutando para alinhar políticas em diversas plataformas. O estudo constatou que 61% das organizações usam cinco ou mais ferramentas para descoberta, monitoramento ou classificação de dados, e 57% usam cinco ou mais gerenciadores de chaves de criptografia.
Ataques têm como alvo recursos de nuvem e se aproveitam do erro humano
A infraestrutura em nuvem é um alvo prioritário para invasores, à medida que as organizações continuam lutando para proteger ambientes cada vez mais complexos. Segundo o Estudo de Segurança em Nuvem de 2025 da Thales, quatro dos cinco ativos mais visados em ataques relatados estão baseados em nuvem.
O aumento de ataques com base em acesso, conforme relatado por 68% dos entrevistados, destaca as crescentes preocupações com credenciais roubadas e controles de acesso insuficientes. Enquanto isto, 85% das organizações declaram que ao menos 40% de seus dados em nuvem são sensíveis, mas apenas 66% implementaram autenticação multifator (MFA), deixando dados críticos expostos.
Para agravar o problema, o erro humano continua sendo um importante fator contribuinte para incidentes de segurança em nuvem, desde configurações incorretas até gerenciamento inadequado de credenciais.
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