Documento escrito pela Comissão Européia orienta os investimentos estatais em projetos de banda larga, em uma tentativa de acelerar a implantação de redes de alta velocidade e de redes de próxima geração na região.
Segundo o porta-voz da Comisão Européia, o objetivo do documento é "facilitar a implantação generalizada de alta velocidade e ultra-velocidade de banda larga, aumentando a competitividade européia e ajudando a construir uma sociedade baseada no conhecimento na Europa."
De acordo com os planos, trezendos bilhões de euros ou US$ 442 bilhões de dólares devem ser investidos em infra-estrutura na próxima década. O investimento deve ser feito principalmente por empresas privadas, com participação dos governos nas áreas mal servidas em naquelas menos rentáveis.
Três regras norteiam a utilização dos auxílios estatais na implantação de uma infra-estrutura de banda larga. A primeira é que onde não há investimento privado, uma rede de serviço público será necessária para garantir a cobertura universal. A segunda é que a ajuda só deve ser usada para implantar redes em áreas que os prestadores privados não vislumbrar rentabilidade, e a terceira é que a rede deve ser aberta a todos os prestadores de serviços.
As novas orientações não são apenas aplicáveis ao acesso de próxima geração (NGN) – um termo que geralmente se refere ao acesso da fibra – como também abrangem ADSL, cabo e redes Wi-Fi.
A Comissão ainda está trabalhando num projeto paralelo de NGN com o qual predente divulgar recomendações aos órgãos reguladores da região para que eles orientem operadoras na implantação de fibra e outros dispositivos de alta velocidade de acesso de banda larga.
No Reino Unido, a operadora BT anunciou investimentos de US$ 10 milhões até 2012. A empresa já está testando várias formas de acesso em Londres, Cardiff e Kent.
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Comissão deixou claro que uma das suas preocupações fundamentais é evitar a recriação de monopólios com o apoio do público.
* Com informações do potal CNet

