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Executivo da Intel diz que o WiMAX é mais rentável para o Brasil

Para Emilio Loures, diretor de assuntos corporativos da Intel, a tecnologia WiMAX tem grande vantagem em relação ao LTE, principalmente na hora de sua implementação. Segundo ele, essa plataforma está sendo desenvolvida por diversas “mãos” o que torna a competitividade e os preços mais acessíveis.

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“Enquanto o WiMAX é desenvolvido de forma participativa, tendo o apoio de centenas de empresas no mundo e instituições como o WiMAX Forum, o LTE está nas mãos de poucos, sendo caracterizado como monopólio de desenvolvimento”, diz. Loures também afirma que a tecnologia WiMAX beneficiará o consumidor final, porque seu modelo de negócio tem vantagens como a não necessidade de subsidiar o handset para o uso. “Seu domínio é pulverizado por diversas corporações e isso tem força de mercado para oferecer um modelo justo de cobrança”.

Recentemente, o presidente e chairman do WiMAX Forum, Ron Resnick, declarou que nos EUA, para cada dólar gasto em uma nova rede, um operador WiMAX tem uma cobertura maior, entre 10 e 20 vezes, no número de lares e empresa do que com um serviço com fios. "Essa economia é repassada ao consumidor, que gasta apenas entre US$ 25 e US$ 35 por mês em uma conexão WiMAX velocidade comparada a uma conexão com fios ou cabo de US$ 50 a US$ 60”.

Quanto a polêmica consulta pública nº 31 da Anatel, referente a mudança de destinação da faixa 2,5GHz, utilizadas pelas empresas de MMDS e SMP, o diretor diz que a Intel defende pela neutralidade da agência reguladora na hora de elaborar uma . Além disso, “a falta de diretrizes na hora de elaborar um plano prejudica a todos companhias e ao desenvolvimento do Brasil”.

Loures alertou que o modelo de separação das taxas, estipulado pela agência, servirá para os serviços de transmissão simétricos, como é o caso da voz, onde o tamanho é igual para Down e UP Load. Mas, “isso não serve para dados, porque a cada dia o tamanho dos arquivos de transferência crescem e será necessário ter excelente capacidade para manter os serviços”.

Segundo o executivo da Intel, o ideal é deixar a faixa mais flexível ou avaliar uma nova frequencia como a 3,5GHz. Em dois ou três anos, conforme avalia, essa divisão não suportará a quantidade de serviços que estarão por vir, como imagens, vídeos, dados, além dos convencionais.

O diretor de assuntos corporativo diz que a Intel aposta no desenvolvimento de qualquer tecnologia de transferência de dados no Brasil.”O que nós só defendemos é a necessidade de existir um ponto zero para tudo isso, porque é fundamental para o mercado de banda larga móvel”, conclui Loures.

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