Para Marcel Saraiva, ambiente empresarial brasileiro valoriza inovação e metaverso é uma forma de complementar o uso do digital twin
De acordo com a pesquisa The Metaverse At Work, realizada pela Nokia em parceria com a consultoria Ernst & Young, o Brasil é o terceiro país com mais implementação do metaverso em ambiente industrial. Entre os entrevistados brasileiros, 63% já realizaram ao menos um programa piloto ou implantaram um caso de uso, o que deixa o País atrás apenas dos Estados Unidos com 65% e Reino Unido com 64%.
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Para Marcel Saraiva, gerente de vendas da divisão Enterprise da Nvidia no Brasil, o ambiente empresarial brasileiro é altamente dinâmico e valoriza a inovação. “As empresas brasileiras sempre estão em busca de novas soluções inovativas para impulsionar o seu negócio constantemente, e, neste contexto, o metaverso se torna uma oportunidade para transformar a forma como as empresas se comunicam e interagem com os clientes e parceiros”, explica.
O metaverso industrial possibilita a simulação e o teste de processos e operações antes de serem implementados no mundo real. Isso ajuda as companhias a identificarem e corrigirem potenciais problemas ou falhas, reduzindo custos e otimizando a eficiência operacional. Isso porque os conceitos de metaverso e digital twin (gêmeo digital) se complementam.
Relação entre digital twin e metaverso
Conforme explica Saraiva, o digital twin é uma representação digital de objetos ou algum sistema do mundo real, permitindo assim o monitoramento e otimização digital. Já o metaverso expande esse conceito, criando ambientes digitais compartilhados onde as pessoas interagem ali com os objetos digitalizados e as pessoas desempenham um papel ativo no metaverso, utilizando avatares para interagir com outros usuários e objetos virtuais.
A relação entre o metaverso e o digital twin está no fato de que ambos exploram a representação digital de objetos e processos do mundo real. O metaverso expande essa ideia ao criar ambientes virtuais compartilhados, onde as pessoas desempenham papéis ativos e podem interagir com essas representações digitais. É uma evolução do conceito de digital twin, trazendo uma dimensão social e imersiva para a experiência digital.
Por exemplo, na indústria, os colaboradores podem utilizar avatares para simular e testar processos de fabricação em um ambiente virtual antes de implementá-los fisicamente. “Essa relação amplia as possibilidades de simulações, treinamentos e interações sociais em um ambiente virtual imersivo”, explica o executivo.
Realidade virtual já é presente na indústria
Saraiva também comentou que empresas já operam e realizam manutenções em máquinas de uma maneira remota utilizando a realidade virtual, com os operadores entrando em ambientes virtuais que simulam fielmente as máquinas e equipamentos industriais. “Os colaboradores podem visualizar todas as informações, como dados de sensores, status operacional e indicadores de desempenho de uma forma imersiva”, garante.
No contexto de manutenção, a realidade virtual oferece a capacidade de realizar diagnósticos, reparos e manutenções preventivas de forma remota. Os técnicos podem acessar visualizações detalhadas dos equipamentos, identificar falhas, realizar simulações de reparo e até mesmo receber orientações em tempo real de especialistas, tudo isso sem estar fisicamente presente no local.
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