Domínio de conhecimentos sobre ameaças virtuais está entre as prioridades das Forças Armadas.
A Panda Security acaba de anunciar um acordo de cooperação com o Exército Brasileiro para apoiar a instituição no avanço de sua capacidade operacional para o combate ao ciberterrorismo, crimes virtuais e no aparelhamento estratégico do Exército para operações de guerra cibernética.
Além desta parceria tecnológica, a empresa e o Exército assinaram um contrato comercial de fornecimento ao E
xército de 37,5 mil licenças da plataforma de segurança Panda Security for Enterprise, cuja instalação já está em curso nas Organizações Militares (OMs) do território brasileiro.
A empresa irá iniciar um relacionamento entre o seu laboratório de tecnologia em cibersegurança (o PandaLabs), localizado em Bilbao (Espanha), e o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX). Este relacionamento envolve diferentes níveis de treinamento em tecnologia Panda para os quadros do Exército até o repasse de conhecimentos em prevenção, detecção e combate às ameaças cibernéticas para especialistas do CCOMGEX.
Através de uma via de acesso direto à estrutura do PandaLabs, o CCOMGEX fará acompanhamento permanente das ocorrências de tráfego em sua rede de informações e irá encaminhar à empresa os conteúdos virtuais com suspeitas de códigos maliciosos ainda não conhecidos pela estrutura de proteção da rede.
O PandaLabs terá de responder ao Exército, num prazo de 24 horas, informando detalhes técnicos sobre mapeamento destes códigos e os procedimentos adequados para a sua prevenção e detecção, juntamente com as respectivas vacinas.
Para o anúncio do acordo com o Exército, o CEO da Panda Security, Juan Santana, participou de um encontro oficial em São Paulo, também integrado pelo Comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exercito Brasileiro, General de Brigada Antonino dos Santos Guerra Neto e pelos diretores da Panda Security Brasil, Eduardo D’Antona e Ricardo Bachert.
De acordo com o General Santos Guerra, um dos pontos favoráveis à aproximação do Exército com a Panda está no fato de a empresa já ter larga experiência em parcerias técnicas com outros órgãos de defesa nacional, por ser uma das fundadoras do Conselho Nacional de cibersegurança da Espanha. “Nosso acordo prevê que a Panda repasse ao CCOMGEX o modelo de funcionamento desenvolvido no Conselho de Cibersegurança espanhol e nos transfira conhecimentos adquiridos pela entidade”, assinala o General.
Na avaliação do militar, o domínio de conhecimentos sobre as armas cibernéticas é considerada essencial pelo alto comando das Forças Armadas. “Mais do que apenas fornecer sistemas de segurança para o Exército, a Panda aceitou participar desse processo de capacitação dos nossos quadros”, assinala Santos Guerra.
Na visão do CEO da Panda Security, Juan Santana, a parceria com o Exército brasileiro é importante não só por representar um forte aval de confiabilidade para a tecnologia Panda, mas também por ampliar os canais de colaboração da empresa com usuários institucionais de máxima relevância no plano da segurança cibernética.
“A troca de experiência com os militares brasileiros sem dúvida irá contribuir para a constante evolução da nossa tecnologia, beneficiando os usuários da Panda de forma generalizada em todo o mundo”, afirma Santana.

