Celulares entram na lista dos mais exportados.
Em julho, as exportações de produtos eletrônicos foi 1,2% inferior que o mesmo período de 2012, quando as exportações somaram US$ 655,1 milhões, divulgou a Abinee (Associação Brasileira da Indústria de Elétrico Eletrônico).
Entretanto, as exportações aumentaram 9,1% em relação a junho, e a maior taxa de crescimento foi vista na área de telecom (+76,9%). Entretanto, no acumulado de janeiro a julho, as exportações somaram US$ 4,10 bilhões, e ficaram 6,6% abaixo de 2012 (US$ 4,39 bilhões).
No período, o setor de telecomunicações exportou US$ 50,8 milhões, uma variação de 21,2% em relação a 2012. Os bens de telecomunicações aumentaram 21% e a expansão nas vendas externas de celulares cresceu 29%, passando de US$ 20 milhões para US$ 25 milhões no período citado. O setor de informática teve aumento de 9,6%, superior a US$ 35 milhões em exportações.
Com o incremento no mês de julho, os celulares voltaram para a lista dos dez produtos mais exportados do setor, mas ainda acumula queda de 42% entre janeiro e julho, se comparado com o ano passado.
Nos sete primeiros meses do ano, das oito áreas do setor, as quatro áreas que mais cresceram foram a de componentes elétricos e eletrônicos, responsável por US$ 1,9 bilhão, 47% do total.
Balança comercial
O déficit da balança comercial de eletroeletrônicos atingiu US$ 21,11 bilhões, 11% acima do ano passado (US$ 18,97 bilhões) – resultado das exportações de US$ 4,10 bilhões e importações de US$ 25,21 bilhões e, segundo a Abinee, até o final do ano, o déficit pode atingir US$ 35,5 bilhões, 9% acima de 2012, quando o déficit foi de US$ 32,5 bilhões.
“É importante ressaltar que se o Real continuar com a forte desvalorização, que vem sendo observada nos últimos dias, as exportações serão estimuladas, enquanto as importações poderão ser inibidas. Com isso é possível que o déficit do setor seja amenizado até o final do ano”, afirmou a associação em comunicado.

