A operação total da linha de produção a Qualcomm em Campinas (SP) deve começar em meados de 2020, disse ontem (14/3) presidente da empresa para América Latina, Rafael Steinhauser. A fábrica será fruto de uma joint venture entre a companhia e a USI, fabricante taiwanesa de chipsets. A última será responsável pela montagem e operação da fábrica, enquanto a Qualcomm vai oferecer a tecnologia para os projetos.
Presidente da Qualcomm aposta em operação comercial do 5G já em 2019
A fábrica vai desenvolver um processador chamado inicialmente QSiP, destinado a projetos de Internet das Coisas (IoT). Popularmente chamado pelo governo brasileiro de “chipão”, o produto visa baratear o comércio de dispositivos e também poderá ser utilizado em smartphones mais simples.
De acordo com Steinhauser, a escolha do local para a fábrica deve ser feita ao longo deste ano, enquanto a operação de algumas funções, como teste final de produtos, deve começar em 2019. “Não pretendemos construir um prédio novo, então a implementação da linha de montagem não deve ser demorada”, afirmou. “A intenção é operar o mais rápido possível.”
A escolha por Campinas é devido a todo o ecossistema da região, composto por parceiros fornecedores, instituições de ensino e clientes. Fábricas da Motorola e Samsung estão na região, bem como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A infraestrutura logística, com as rodovias e o Aeroporto de Viracopos, e básica, energia e banda larga, também foram fatores decisivos. “Não queremos só estabelecer uma fábrica, mas apoiar toda a cadeia de produção nacional”, finaliza Steinhauser.

