StarLeaf oferece sistemas baseados em nuvem e aposta na necessidade de corte de custos corporativos.
O mercado de videoconferência tende a conquistar novos adeptos em função da crise econômica nacional e a consequente necessidade de redução de custos das empresas. Mundialmente, a Infonetics Research, empresa de pesquisas na área de Telecom, prevê que a venda de equipamentos para videoconferências deve crescer 9,3% ao ano, movimentando cerca de US$ 6,4 bilhões até 2020.
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Para explorar essa oportunidade, a inglesa Starleaf, fabricante de equipamentos e desenvolvedora de sistemas de videoconferência, recém-instalou escritório em São Paulo, viando o mercado latino-americano.
Sidnei Czarny, gerente geral da operação, conta que a empresa vem se instalando na região há aproximadamente 1 ano, tendo desembarcado no Brasil em setembro de 2014, com a contratação de equipe e a nomeação da rede de revendas e integradores – atualmente, 12 empresas na América Latina, cinco deles no Brasil.
“Integramos solução de hardware com o serviço de conferência em nuvem”, define, ao dizer que as chamadas são gerenciadas a partir dos data centers da companhia no mundo. A vídeo em nuvem é uma forte tendência no mercado, deendo registrar, até 2019, uma taxa anual de crescimento composta (CAGR) de 39%.
Com aproximadamente 5 anos, a Starleaf foi fundada por pesquisadores oriumdos da Codian – empresa vendida em 2007/2008 para a Tandberg, hoje Cisco. A diferença das atuais soluções é o fato de os sistemas estarem hospedados na nuvem. “Já que toda sas aplicações – banco de dados, CRM, ERP, etc. – estão na nuvem, não faz sentido ter um sistema de vídeo dedicado”, reforça Czarny.
Além da padronização, Czarny cita a facilidade de uso e a redução de custos como atrativos do sistema oferecido pela Starleaf. A empresa e seus parceiros vendem e instalam o hardware e gerenciam os sistemas na nuvem. “A proposta é trazer a video para o dia a dia das empresas”, diz Sidnei Czarny.
No Brasil, cliente Energia Sustentável trocou todos os equipamentos das sete salas de videoconferência e já utiliza, semanalmente, entre 2 e 3 mil horas. “Outros 3 projetos de médio a grande porte estão em andamento e devem ser ativados neste trimestre”, revela o executivo.
A Energia Sustentável do Brasil é um consórcio formado pela GDF Suez (60%), Eletrosul (20%) e Chesf (20%), essas duas últimas do grupo Eletrobras. Na usina hidrelétrica do Jirau (UHE Jirau), o consórcio adotou um sistema de comunicação, igualmente sustentável, entre entre os diversos stakeholders envolvidos no projeto.
“Temos uma demanda diária muito grande de videoconferências, não só com nossos acionistas, inclusive no exterior, bem como, com nossos colaboradores em diversos estados do País. Os equipamentos que possuíamos não estavam atendendo adequadamente essa demanda. Por isso, optamos pela solução em nuvem da StarLeaf”, explica Fábio Bindá, coordenador de TI do Energia Sustentável do Brasil.
O executivo ressalta que, além da economia financeira, houve um ganho imensurável no que se refere à otimização do cronograma. “A plataforma StarLeaf Cloud trouxe praticidade na configuração dos equipamentos e qualidade na codificação das imagens por meio de um tráfego baixo (normalmente isso demanda um espaço grande de banda). Isso garante que as videoconferências aconteçam de forma eficaz, sem as interrupções e quedas que ocorriam anteriormente”, frisa Fábio Bindá.
Mundialmente, a Starleaf reúne como clientes a Bridgestone, Carglass, Alertlogic e Mercedes-Benz. A Dr. Martens, tradicional marca inglesa de calçados e vestuário, sabe que se manter inovadora e, ao mesmo tempo, com uma receita crescente em um mercado altamente competitivo e com tantas oscilações como o de Moda, não é para qualquer um.
Como parte de sua estratégia de negócios – que visa dobrar o faturamento nos próximos quatro anos (de £220 mi para £400 mi) – a empresa recentemente unificou seu sistema de comunicação com a sua rede na Europa, por meio da videoconferência em nuvem. Para isso, escolheu um dos mais modernos e inovadores sistemas existentes atualmente, o StarLeaf Cloud.
Czarny explica que a Starleaf não revela metas de faturamento, mas diz que este ano quer saltar das atuais sete empresas usuárias para ao menos 10 clientes relevantes na América Latina.
“Os sistemas antigos de videoconferência não permitiam conectar toda a nossa rede, que inclui desde fornecedores até os funcionários em cada uma das lojas espalhadas por diversos países. Já com a plataforma StarLeaf Cloud isso se tornou possível,” salienta Nigel Harris, gerente de TI e de Operações da Dr. Martens. O executivo acrescentou que a empresa ganhou maior agilidade para administrar seus estoques e apoiar as vendas ao redor do mundo, consequentemente, resultando no aumento da receita.

