Campanhas maliciosas dependem extensivamente de vários serviços gratuitos e de redes sociais.
Os cibercriminosos seguem tentando novas formas de roubar informações privadas. Um novo golpe descoberto pelos pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, usa o Facebook para enganar as pessoas com o objetivo de roubar suas senhas e seus dados privados, aproveitando o interesse por aplicativos populares de IA generativa.
Primeiro, os cibercriminosos criam páginas ou grupos falsos no Facebook para uma marca popular, incluindo conteúdo atrativo. A pessoa desavisada comenta ou curte o conteúdo, garantindo assim que ele apareça nos feeds de seus amigos. A página falsa oferece um novo serviço ou conteúdo especial por meio de um link. Mas, quando o usuário clica no link, ele inadvertidamente baixa um malware projetado para roubar suas senhas online, carteiras de criptomoedas e outras informações salvas em seu navegador.
CONTEÚDO RELACIONADO –Especialista dá dicas para varejo online combater atividades hackers
“Os cibercriminosos estão ficando mais espertos. Eles sabem que todos estão interessados em IA generativa e estão usando páginas e anúncios do Facebook para representar ChatGPT, Google Bard, Midjourney e Jasper. Infelizmente, milhares de pessoas estão sendo vítimas desse golpe. Eles estão interagindo com as páginas falsas, o que aumenta sua disseminação – e até mesmo instalando malware disfarçado de ferramentas gratuitas de IA. Todos nós precisamos ficar atentos para garantir que estão baixando apenas arquivos de sites autênticos e confiáveis”, alerta Sergey Shykevich, gerente do grupo de Inteligência de Ameaças da Check Point Research (CPR).
As campanhas maliciosas dependem extensivamente de vários serviços gratuitos e de redes sociais, bem como um conjunto de ferramentas de código aberto, carecendo de sofisticação significativa.
No entanto, nem todas as campanhas seguem esse padrão. A Check Point Research descobriu recentemente muitas campanhas sofisticadas que empregam anúncios do Facebook e contas comprometidas disfarçadas, entre outras coisas, como ferramentas de IA.
Essas campanhas avançadas introduzem um novo e oculto robô ladrão, ByosBot, que opera sob o radar. O malware abusa do dotnet bundle (arquivo único), formato independente que resulta em detecção estática muito baixa ou nenhuma. O ByosBot está focado em roubar informações de contas do Facebook, tornando essas campanhas autossustentáveis ou autoalimentadas: os dados roubados podem ser posteriormente utilizados para propagar o malware por meio de contas comprometidas recentemente.
Como identificar phishing e falsificação de identidade
Os ataques de phishing usam truques para convencer a vítima de que são legítimos. Algumas das maneiras de detectar um ataque de phishing são:
• Ignorar nomes de exibição: sites ou e-mails de phishing podem ser configurados para mostrar qualquer coisa no nome de exibição. Em vez de olhar para o nome de exibição, verifique o e-mail ou o endereço da Web do remetente para confirmar se ele vem de uma fonte confiável e autêntica.
• Verifique o domínio: os phishers geralmente usam domínios com pequenos erros ortográficos ou que parecem plausíveis. Por exemplo, company[.]com pode ser substituído por cormpany[.]com ou um e-mail pode ser de company-service[.]com . Procure esses erros ortográficos, eles são bons indicadores.
• Sempre baixe o software de fontes confiáveis: os grupos do Facebook não são a fonte da qual se pode baixar o software para o seu computador. Vá diretamente para uma fonte confiável, use sua página oficial. Não clique em downloads provenientes de grupos, fóruns não oficiais, entre outros.
• Verifique os links: os ataques de phishing de URL são projetados para induzir os destinatários a clicarem em um link malicioso. Passe o mouse sobre os links em um e-mail e veja se eles realmente vão para onde afirmam. Insira links suspeitos em uma ferramenta de verificação de phishing como phishtank[.]com, a qual informará se são links de phishing conhecidos. Se possível, não clique em nenhum link; visite o site da empresa diretamente e navegue até a página indicada.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e Twitter.

