Uma falha de segurança no aplicativo WhatsApp permite que cibercriminosos possam acessar o smartphone do usuário. O spyware foi identificado pela empresa dona do app, o Facebook, e uma atualização foi lançada no último dia 12. O aplicativo é utilizado por mais de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo.
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De acordo com o Financial Times, os hackers conseguiam inserir um programa malicioso nos aparelhos a partir de chamada telefônicas no aplicativo. O malware era transmitido mesmo se a ligação não fosse atendida. O registro da chamada também poderia ser apagado posteriormente, fazendo com que o usuário não suspeitasse de nada.
O jornal afirma que o malware foi desenvolvido pelo NSO Group, uma empresa de Israel acusada de ajudar governos do Oriente Médio e México a espionar ativistas. O The New York Times também corroborou a informação ao citar que especialistas encontraram semelhanças com outras tecnologias desenvolvidas pelo NSO.
O WhatsApp não divulgou o número de usuários atingidos pelo malware, mas já lançou uma atualização do aplicativo. A empresa recomenda o download, disponível na Play Store e na App Store. A nova versão no Android é a 2.19.134, enquanto a versão do iOS é a 2.19.51.
A empresa ainda disse que o spyware é sofisticado e que estaria disponível apenas para hackers especialistas. O WhatsApp também tentou acalmar seus consumidores acrescentando que o “ataque visava um número sele de usuários”. A empresa também acredita que o modus operandi indica que se trata de uma empresa privada que trabalha para governos.

