
A Huawei Brasil, em parceria com a Softex e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), lançou no Mobile World Congress (MWC) 2025 o White Paper para o Desenvolvimento do 5G Advanced (5G-A) no Brasil. O documento mostra que a disponibilidade de espectro será o principal desafio para atualização da tecnologia no País.
CONTEÚDO RELACIONADO: Turismo de verão eleva em 130% o uso do 5G no litoral paulista
O relatório lembra que o Brasil já tem espectro alocado para 5G nas faixas de 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz (mmWave), adquiridas no leilão de 2021. Por mais que o documento faça a ressalva de que esse espectro permite a implementação inicial do 5G-A, ele pode não ser suficiente para explorar todo o potencial da tecnologia.
Outro ponto negativo é que as operadoras brasileiras têm fatias menores de espectro agregado para disponibilizar ao 5G-A, diferente de mercados avançados como China e Oriente Médio, onde cada operadora já tem mais de 200 MHz. Isso pode impactar desempenho, latência e velocidade máxima para o consumidor final.
Relatório propõe mais espectro e implementação faseada
O documento lembra que há faixas de frequências que ainda não foram disponibilizadas no mercado brasileiro e que podem ser leiloadas em um futuro próximo para acelerar a adoção do 5G-A. A sugestão é de que a faixa de 6 GHz seja liberada até 2026 para expandir a capacidade desta tecnologia, mas o Brasil ainda precisa definir como harmonizar o espectro existente para permitir maior agregação de portadoras.
Em paralelo, as operadoras podem expandir suas redes para o 5G-A em fases, sendo que na primeira já começariam a ofertar taxas de transmissão de 2 a 3 Gbps de download e de 100 Mbps de upload para smartphones, e mais de 5 Gbps de download em cenários de comunicação fixa (FWA).
Na segunda fase, poderia ser definido um mínimo de 200 MHz por operadora para os sistemas 5G-A, para que fosse possível atingir taxas de até 5 Gbps no download e de 200 Mbps no upload no smartphone. Nesta situação, o FWA poderia atingir todo o potencial tecnológico, com algumas operadoras alcançando taxas de 10 Gbps no download e de 1 Gbps de upload.
O documento salienta que as proposições são apenas um exercício teórico. Mesmo que a Anatel tenha contribuído com a formulação do white paper, ela ainda não estabeleceu todas as condições em que novas faixas serão disponibilizadas em futuros leilões de espectro.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

